Grupo pomerodense participa do Fórum Europeu de Tornearia
Pomerode já é conhecida nacionalmente como referência na arte de tornearia em madeira no Brasil, pois tem a única escola do ramo do país. E, para aperfeiçoar ainda mais a prática, um grupo de 15 brasileiros foi à Alemanha para participar do Encontro Europeu de Tornearia em Madeira.
Pomerode já é conhecida nacionalmente como referência na arte de tornearia em madeira no Brasil, pois tem a única escola do ramo do país. E, para aperfeiçoar ainda mais a prática, um grupo de 15 brasileiros foi à Alemanha para participar do Encontro Europeu de Tornearia em Madeira.
O evento foi realizado na cidade de Olbernhau, no estado da Saxônia, leste do país, nos dias 06 e 07 de maio. Organizado pelo Fórum de Tornearia da Alemanha, acontece a cada dois anos, sendo o maior evento do ramo do continente. Torneiros de países como Suíça, Holanda, Áustria, República Tcheca e Alemanha participaram do Fórum, que recebeu mais de 3000 visitantes.
Esta é a primeira vez que um grupo do Brasil participa do Encontro. Além da professora Sandra Prochnow Greuel, outros oito integrantes da Escola de Tornearia de Pomerode fizeram parte do grupo que viajou à Alemanha. A comitiva foi integrada, ainda, por torneiros de Curitiba e de Belo Horizonte. O Brasil foi o país mais distante da sede a enviar um grupo.
Sandra conta que a ideia de participar do Fórum surgiu depois de ficar sabendo qual seria a sede do encontro deste ano. “Eu participo de um fórum dos torneiros da Alemanha na Internet e este fórum sempre organiza um grande encontro a cada dois anos. Houve um em 2015 e este agora, em 2017. Neste ano, eu vi que seria na região onde estudei tornearia por três meses, por isso decidi participar”, relata.
Eles embarcaram rumo à Alemanha no dia 01 de maio e chegaram em Berlim no dia seguinte. Lá, eles permaneceram por dois dias, para conhecer a capital alemã. Depois, foram para Olbernhau, onde foi realizado o Fórum. No evento, o grupo brasileiro, em especial, os torneiros de Pomerode, tiveram um local reservado para divulgar seus trabalhos, vender seus produtos e fazer demonstrações de tornearia.
Além disso, a experiência teve como objetivo buscar novas ideias e experiências. “No encontro, buscamos conhecimentos em maquinaria e ferramentas para tornearia, porque no Brasil temos certa deficiência neste aspecto. Viemos também em busca de novas ideias de peças, fazer contatos e convidar os amigos torneiros da Europa para o nosso 6º Encontro de Tornearia de Pomerode, que será realizado de 18 a 20 de agosto, no Centro Cultural”, explica a professora.
Pelo fato de o Brasil não ter empresas especializadas em fornecer equipamentos para a tornearia, Sandra procurou, também, uma unidade alemã que fabrica esse tipo de ferramentas e máquinas, com o objetivo de firmar uma parceria.
Além de participar do encontro, os brasileiros viajaram pra Annaberg Buchholz, a fim de conhecer a cidade, que possui tradição na tornearia de figuras natalinas, como o quebra nozes, incensários e pirâmides de Natal.
A visita também foi uma forma de Sandra reviver o passado, já que esteve no local onde aprendeu a tornear, em 2009. Eles também puderam conhecer e conversar com o mestre Jens Breitfeld, que foi o professor da torneira pomerodense. “Revisitar Annaberg Buchholz foi emocionante. Em 2009, eu vim estudar aqui e a semente foi plantada, mas não sabia se iria vingar. E, depois de oito anos, voltar com um grupo de alunos foi inesquecível e valioso. A recepção na cidade e do professor Breitfeld foi um momento indescritível”, afirma Sandra.
Ela ressalta ainda que, para o grupo pomerodense, a viagem foi extremamente enriquecedora. “A viagem proporcionou ao grupo uma abertura de horizontes da tornearia. Foi um estímulo a buscar novas formas e experiências”, reitera.
O grupo voltou para o Brasil no dia 12 de maio, mas Sandra permanece na Alemanha até o dia 26 para aprofundar o aprendizado. “Tenho um dia de curso com o renomado torneiro Mrtin Adomat, que tem uma escola de tornearia na Bavária. Torneiros de vários países o procuram para ter aula e eu pretendo aprender aqui para, depois, passar este conhecimento adiante”, ressalta.