Quase 40 anos de lutas: professor faz do Karatê o seu estilo de viver
Quem pratica alguma atividade física, muitas vezes, o faz como um hobby, que encaixa em sua rotina da maneira como é possível, conciliando trabalho e outros afazeres. Mas, para o pomerodense Siegfried Goldacker, de 58 anos, o esporte é muito mais do que isso.
Quem pratica alguma atividade física, muitas vezes, o faz como um hobby, que encaixa em sua rotina da maneira como é possível, conciliando trabalho e outros afazeres. Mas, para o pomerodense Siegfried Goldacker, de 58 anos, o esporte é muito mais do que isso. Ele é, na realidade, a sua vida.
Tudo começou em 1978, quando começou a praticar o karatê. Mas, a decisão não foi simplesmente por gosto ao esporte, e sim, por uma questão de saúde. Naquela época, com apenas 19 anos, ele já havia recebido o diagnóstico de uma doença grave, que poderia encurtar, e muito, a sua vida.
Até então, nenhum remédio ou tratamento surtira efeito, por isso ele optou por tentar praticar algum esporte, o que foi decisivo para sua cura. “Desde que comecei a praticar o karatê, não precisei mais de remédios, ou tratamentos, e estou bem até hoje. Minha saúde voltou através do treinamento”, conta o mestre.
O caminho até a qualificação como mestre e faixa preta não foi fácil. Ele começou o treinamento em Blumenau, mas saiu em busca de uma formação ainda mais qualificada, na região Sudeste, em São Paulo. Lá, ele teve a oportunidade de aprender com alguns dos mestres mais antigos da região, na época.
“O treinamento era bem mais puxado do que é hoje em dia, éramos mais exigidos, mas valeu muito a pena e me tornou uma pessoa muito mais persistente”.
Quando voltou a Santa Catarina, lecionou, primeiramente, em Blumenau, mas foi em Pomerode que construiu boa parte de sua trajetória como mestre de karatê.
Goldacker exerceu papel importante na implantação da modalidade em Pomerode, uma vez que foi um dos fundadores da Associação Pomerodense de Karatê, em 1992, que acumula grandes resultados na modalidade ao longo de seus 25 anos de atividades na cidade, e que, hoje, possui cerca de 80 alunos, a partir dos cinco anos de idade.
Ao longo destes anos, diversas conquistas e competições especiais ficaram guardadas na memória, mas, para Goldacker, uma das lembranças mais marcantes é relacionada ao Campeonato Sul Brasileiro de Karatê, em 1999, disputada em casa, e que por isso, teve um gostinho especial.
“Mas cada conquista, cada campeonato vencido ou com uma boa participação, é uma nova alegria, são momentos que fazem todo o esforço nos treinamentos e na luta para manter a modalidade viva na cidade, valerem a pena”, comenta.
Estes bons momentos e, claro, a saúde, são os principais incentivos para que ele continue à frente do trabalho, que é tão importante hoje para tantos pomerodenses em busca, não só de disputas esportivas, mas sim, de bem estar e saúde, já que, segundo Goldacker, quem pratica artes marciais, dificilmente fica doente.
Ele afirma, com convicção, que pretende continuar exercendo esta função e coordenando a modalidade no município por mais tempo ainda. “Pretendo continuar como treinador, até o momento que conseguir, já que o karatê é a minha vida. O que eu sempre busco transmitir às pessoas é que, antes das conquistas, o esporte visa a saúde, e esta é a minha maior motivação, ajudar a promover a saúde, que é a maior vitória do ser humano”, finaliza.