Um respiro a mais
Rede Feminina de Combate ao Câncer consegue estender o prazo para deixar a sede atual e trabalha para conseguir terminar a construção da nova até o mês de junho, mas para isso conta com a colaboração da comunidade para arrecadação de fundos
Em fevereiro deste ano, a Rede Feminina de Combate ao Câncer de Pomerode, que exerce papel importantíssimo no auxílio às mulheres que sofrem com a doença, recebeu um ultimato que colocou em risco a atuação da instituição na cidade. A atual sede funciona em um prédio, localizado na Praça Jorge Lacerda, alugado pela Rede, e o proprietário do imóvel demonstrou interesse em tê-lo de volta, solicitando à RFCC que liberasse o local em 90 dias.
O primeiro prazo, expirou no dia 20 deste mês, mas as voluntárias conseguiram firmar um acordo com o proprietário para estender a sua estadia no local por mais dois meses. “Nós conversamos com o proprietário e ele entendeu a nossa situação. Fizemos um acordo no qual teríamos mais 60 dias para liberar o local”, conta Maria Sulamita Faqueti Amandio, presidente da RFCC de Pomerode.
Sulamita ressalta que a obra não deve ficar 100% finalizada até a data em que precisarão deixar a sede atual, mas que o andar térreo será terminado e elas farão a mudança assim que isto acontecer. Hoje, cerca de 30% da obra ainda precisa ser concluída para que a mudança aconteça.
Porém, o problema da falta de verbas continua e a Rede ainda precisa de ajuda para custear a parte final da construção. A instituição está promovendo uma rifa, no valor de R$ 2,00, além de um café beneficente, custando R$ 25,00, para arrecadar fundos. O café será realizado no sábado, dia 06 de maio, no C.C.R.E. Testo Central, a partir das 14h30min.
No mês de fevereiro, foi criada, ainda, uma conta no banco para que a comunidade ajudasse com doações, mas, segundo Sulamita, houve pouca adesão por parte da população. “A estrutura é grande, possui dois andares, e será bastante completa. Pensamos em uma estrutura para durar a longo prazo, por isso algo maior, com mais capacidade de atendimento. É tudo pensado para que possamos atender quem nos procura com o máximo de atenção e carinho”, reforça a presidente da RFCC.
Sulamita conta que o projeto para a construção da sede própria existe há 16 anos e que vê-lo saindo do papel é a realização de um sonho. “Toda a vez que venho aqui acompanhar a construção fico emocionada, porque é um sonho realizado”, declara.
Na sede atual, não há espaço para atender a toda esta demanda da melhor maneira, por isso a necessidade de uma estrutura maior. Hoje, a Rede Feminina de Combate ao Câncer de Pomerode atende em sua sede cerca de 70 mulheres por mês, além de 42 que recebem o atendimento e o carinho em casa. São 53 voluntárias que prestam serviço pela instituição.
Vale ressaltar que, apesar do novo prazo, a Rede ainda tem dificuldades financeiras e, portanto, o apoio dos pomerodenses é fundamental, para que a RFCC continue prestando serviço com qualidade e eficiência.