Geral

Seringas e medicamentos foram encontrados no lixo reciclável, em Pomerode

Até o fim de março deste ano, o Samae de Pomerode já havia encontrado, em três oportunidades, seringas e embalagens de vidro de medicamentos junto ao lixo reciclado. O presidente da autarquia, Ricardo Campestrini, alerta sobre a necessidade do descarte correto desses materiais e os transtornos que podem causar. “Dois de nossos colaboradores já se feriram ao manusear estes materiais que estavam misturados ao lixo reciclado, mesmo utilizando equipamentos de segurança, como luvas.

4 de abril de 2017

Até o fim de março deste ano, o Samae de Pomerode já havia encontrado, em três oportunidades, seringas e embalagens de vidro de medicamentos junto ao lixo reciclado. O presidente da autarquia, Ricardo Campestrini, alerta sobre a necessidade do descarte correto desses materiais e os transtornos que podem causar. “Dois de nossos colaboradores já se feriram ao manusear estes materiais que estavam misturados ao lixo reciclado, mesmo utilizando equipamentos de segurança, como luvas. Isso pode ocorrer, pois as sacolas de lixo reciclável são abertas sob a esteira e, neste momento, o material é espalhado para a separação. Os profissionais passam por exames, além de precisarem fazer uso de medicação por conta do alto risco de contaminação que o material apresenta”, ressalta.
É importante que a comunidade se conscientize sobre a importância do correto descarte desse material, pois as doenças que podem ser transmitidas apresentam riscos à saúde pública. “As possíveis doenças variam de acordo com o tipo de agente que está presente no material infectante. Há riscos de contrair hepatite, que ainda não tem vacina e pode implicar em, até mesmo, um câncer”, comenta Ricardo.

A Secretaria de Saúde orienta a população sobre o tema, explicando que pacientes que fazem uso de material como agulhas, lancetas (perfurador da pele) e seringas precisam ter cuidado redobrado na hora de descartar esse material. Os profissionais dos postos de saúde orientam esses pacientes, geralmente com problema de diabetes, que acumulem as agulhas e seringas em um vidro de conserva com tampa ou em uma garrafa pet e as encaminhem para a unidade de saúde mais próxima.

O descarte do material pode ser efetuado junto aos Postos de Saúde e farmácias. É preciso compreender a gravidade de descartar este tipo de material de forma incorreta. O material é perigoso se junto ao lixo comum. Há um local destinado apenas para isso, garantindo a segurança e preservando a saúde.

São considerados materiais perfurocortantes, segundo a Resolução nº 5/93 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), seringas, agulhas, escalpes, ampolas, vidros de um modo em geral e qualquer material pontiagudo ou que contenha fios de corte capazes de causar perfurações ou cortes.

Notícias relacionadas