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Pequenos cidadãos, grandes atitudes

Tirar o lacre de uma latinha de refrigerante ou cerveja e guardar, um ato simples, mas que se for reproduzido várias e várias vezes pode representar a diferença na vida de alguém que necessita. Este foi o pensamento da família dos primos Miguel Burnier, de cinco anos, e Ryan Augusto Wachholz, seis anos, que há dois começou a reunir lacres, inspirada na Campanha Lacre Solidário.

21 de março de 2017

Tirar o lacre de uma latinha de refrigerante ou cerveja e guardar, um ato simples, mas que se for reproduzido várias e várias vezes pode representar a diferença na vida de alguém que necessita. Este foi o pensamento da família dos primos Miguel Burnier, de cinco anos, e Ryan Augusto Wachholz, seis anos, que há dois começou a reunir lacres, inspirada na Campanha Lacre Solidário. 

“Nosso filho Miguel começou a estudar na Escola Amadeu da Luz, no ano de 2016, e lá já tinha um projeto de coleta de lacres para aquisição de uma cadeira de rodas. Então ele e o nosso afilhado, Ryan, nos pediram para levar lacres para a escola”, conta a mãe de Miguel, Susan Burnier.

A avó, Modesta Wachholz, quando soube da ideia dos garotos, foi a maior incentivadora na ajuda para guardar os lacres.  Até o momento, eles já doaram duas garrafas para o projeto de arrecadação da escola.

Foram dois anos juntando e recolhendo lacres para que as duas garrafas ficassem completas e pudessem ser levadas à escola. 

Hoje, a família e os meninos estão com mais duas garrafas recebendo lacres, uma quase completa e outra pela metade, que quando ficarem completamente cheias, serão levadas para a escola por Miguel e Ryan. E então começará um novo ciclo de recolhimento.

A avó está cuidando das duas garrafas que estão sendo preparadas, pois deseja que os dois netos possam levá-las juntos para a escola novamente. 

Miguel, mesmo com apenas cinco anos, já sabe da importância de ser solidário com outras pessoas que necessitem. “É muito legal ajudar as outras pessoas, porque elas ficarão felizes, assim como nós somos”, afirma o garoto. 

A mãe de Miguel ressalta a importância da ação do filho e do afilhado. “Poder ajudar alguém que necessita e de uma forma que as crianças possam entender o sentido de guardar os lacres, isso é o mais gratificante”, afirma.

Ela acrescenta, ainda, a importância do projeto para a formação dos alunos como pessoas mais solidárias. “Este projeto é muito importante, pois com um gesto simples, estamos beneficiando alguém que precisa, e isto faz com que nossos filhos aprendam desde cedo a importância de ajudar ao próximo. Fazendo o bem e proporcionando alegria a todos”. 

Além da Campanha de Coleta de Lacres, a Escola Amadeu da Luz ainda promove as campanhas de arrecadação de potes de vidro de conserva, para armazenamento de leite, de uniformes, para serem doados a alunos que necessitem e do desapego, com doações de brinquedos e livros para crianças carentes. 

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