Encanto pela beleza e pelo sabor: Bolachas pintadas são tradição em nossa cidade
Dona Valmira Isller Boni aprendeu a receita da bolacha pintada na família e faz questão de continuar a tradição produzindo a receita em casa. As bolachas pintadas são algumas das delícias da culinária da nossa cidade, que fazem sucesso à mesa de moradores e turistas.
As bolachas pintadas são algumas das delícias da culinária da nossa cidade, que fazem sucesso à mesa de moradores e turistas. E, quando é produzida em casa, com aquele toque especial de receita de família é ainda melhor.
Este é o caso de Valmira Boni, dona de casa que tem por hobby cozinhar. Em sua família, a tradição de fazer as bolachas pintadas vem desde a época de sua avó, que depois passou a receita para sua mãe, que a repassou a Valmira, quando ela era criança. “Sozinha, eu faço as bolachas desde os meus 14 anos”, ela conta.
A produção começa cedo. Às 08h30 da manhã, a manteiga caseira, os ovos e a farinha já foram colocados na bacia e Dona Valmira já começou a misturá-los. Ela ainda acrescenta o seu toque especial: as raspas de limão, ou às vezes de laranja. Depois de estarem bem mexidos, ela começa a batê-los com a batedeira, até formar uma massa uniforme.
Ela não segue uma receita anotada, com medidas exatas. Através da experiência, sabe observar como está a massa e as quantidades de ingredientes que precisam ser utilizadas.
Quando a massa está uniforme, Dona Valmira a separa em pequenas quantidades e a amassa mais um pouco, enquanto polvilha trigo, até que não grude mais nas mãos. Quando a mistura está neste ponto, ela já pode ser cortada.
A dona de casa gosta de seguir o seu próprio jeito em toda a produção, inclusive na hora de esticar a massa. “Normalmente uso uma garrafa para esticar a massa. Me entendo melhor porque já me acostumei”, revela Dona Valmira, descartando o uso tradicional do rolo de madeira.
Quando a primeira porção da massa está esticada, ela separa as forminhas, cada uma com um formato diferente, de lua, coração, flor, entre outros, para dar aquele aspecto divertido à receita.
O forno, que já estava pré aquecido, agora está pronto para receber a primeira fornada de bolachas, que fica em torno de 10 minutos assando. Com uma bacia cheia, Dona Valmira chega a fazer 28 fornadas, cerca de 7 kg de bolacha, quantidade que demora em média 6h para ficar totalmente pronta, incluindo a pintura.
“Normalmente todo mês eu faço uma porção como essa e sirvo mais para a família, para visitas que vem aqui em casa, ou às vezes quando temos algum aniversário. É um alimento muito prático”.
Quando as bolachas estão todas assadas e terminaram de esfriar, Dona Valmira começa a fazer a cobertura. A receita desta é bem simples, clara de ovo batida em neve com açúcar refinado e não leva mais de cinco minutos para estar pronta. “Para a cobertura prefiro usar a receita antiga, não as coberturas prontas que encontramos nos mercados”, argumenta.
Depois de passar o creme de cobertura e colocar o confete, a bolacha volta para o forno, para que a cobertura seque.
A dona de casa conta que normalmente faz as bolachas sozinha. “Amo trabalhar em cozinha e meu hobby é fazer bolachas. É preciso ter paciência e gostar, dois aspectos que eu tenho. As pessoas da minha família diversas vezes me pedem para fazer bolachas, eles gostam bastante. Faço mais para a minha família consumir mesmo, nos momentos de lanches ou do café. Fico bem feliz quando faço”, afirma Dona Valmira.
Além das bolachas, ela faz ainda cucas, tortas e bolos, em diversos sabores, como coco e amendoim. Dona Valmira conta ainda que pretende fazer a bolos de fubá, que era uma receita da sua avó e que ela gostaria de resgatar.
Ela ainda defende que a tradição de fazer as bolachas pintadas é algo que precisa ser mantido em nossa cidade. “A bolacha pintada é algo que a maioria das pessoas gostam aqui na cidade, além de ser uma comida prática. É uma excelente opção para um lanche ou para o café. E eu gosto muito de fazer, adoro”, ressalta.