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Muito além de um esporte

Responsável pelo voleibol de base em Pomerode, Maneca já contabiliza 15 anos de dedicação à formação de bons atletas e cidadãos mais conscientes para o município. Quem tem contato com o ambiente esportivo em Pomerode, certamente conhece essa figura que representa voleibol de Pomerode.

28 de fevereiro de 2017

Quem tem contato com o ambiente esportivo em Pomerode, certamente conhece essa figura que representa voleibol de Pomerode. Manoel Henrique Peixoto da Cunha, o popular Maneca, é a cara da modalidade na cidade, sempre no comando das equipes de base, lutando para conseguir, cada vez mais, tornar melhores as condições para os atletas que representam o nome da cidade. 

Natural de Florianópolis, Maneca era atleta de voleibol de base na escola, e já no Ensino Médio começou a assumir o comando fora das quatro linhas. Ele já auxiliava como técnico as equipes da escola que disputavam Jogos Estudantis. “Foi nesse momento que comecei a ter gosto pela parte do treinamento esportivo”, conta. 

Quando concluiu o Ensino Médio, foi para o Exército, onde permaneceu por 10 meses, e só após este período ingressou na faculdade de Educação Física, a partir do segundo semestre de 1992. 

“Em janeiro de 1993, comecei o meu primeiro trabalho profissional na área técnica. Era assistente técnico na Elase, a associação dos servidores da Eletrosul, clube muito tradicional do voleibol do estado e no qual eu atuava como atleta”, relembra Maneca.

Após essa primeira experiência, várias outras vieram. Foi treinador no Instituto Estadual de Educação, treinador em Itapema, São José, São João Batista, Blumenau e, finalmente, em 2001, passou no concurso público em Pomerode. No ano seguinte, assumiu o comando do voleibol na cidade, tornando a modalidade mais valorizada e a equipe mais conhecida e competitiva no cenário estadual e nacional. 

Fruto do bom trabalho realizado na base, Maneca foi convocado a fazer parte da comissão técnica das equipes adultas que disputaram a Liga Nacional por três vezes e a Superliga, em duas oportunidades, conquistando dois vice campeonatos e um título da Liga Nacional de Voleibol, e uma histórica 8ª colocação e vaga na fase final da Superliga, na temporada 2009/2010.

“Acho que foi uma façanha que o vôlei de Pomerode conquistou e os dois anos de Superliga ainda pareciam um sonho, não pareciam uma realidade. Era uma rotina muito intensa, em dois anos que praticamente não paramos. Nosso foco estava todo na nossa vida profissional. Mas foi um retorno muito grande para a cidade e fico feliz de ter ajudado a possibilitar isso”, afirma o treinador.

Além das participações em conquistas como estas, o treinador também se tornou uma das referências do voleibol de base no estado. Tanto que, em quatro oportunidades, foi membro da comissão técnica da Seleção Catarinense de base, participando do Campeonato Brasileiro de Seleções em 2003 e 2004 como treinador, na categoria Infanto, até 17 anos. Em 2005, foi assistente técnico da categoria Infantil, até os 15 anos, e em 2014, novamente assistente técnico na categoria Juvenil, até 19 anos, todas no naipe feminino.  

Hoje, Maneca continua à frente do voleibol feminino de base de Pomerode, com meninas de 12 a 18 anos. Também assumiu um novo desafio de treinar o time masculino de voleibol de Timbó, nas categorias Sub 16 e Sub 18. 

Maneca destaca que muito além de vitórias, seu trabalho está voltado para a formação humana. “Sempre cobrei muito, admito, nem sempre pensando em vencer, mas para mostrar que é possível. E para que se torne possível é necessário, no mínimo, esforço. E eu cobrava buscando sempre ajudar algumas das atletas, porque talvez seria a única oportunidade delas de ter um encaminhamento e descobrir coisas mais substanciais para a vida. Eu vejo esse trabalho de construção de personalidade mais forte do que o resultado propriamente dito”. 

Ele ainda ressalta que a parte principal do seu trabalho é a formação como cidadã das atletas. “A coisa mais gratificante para quem faz um trabalho como o nosso aqui, na base, além de ver algumas atletas conquistarem coisas grandes no esporte, como a Vanessa e a Jéssica, na Superliga, é ver que elas se transformam em pessoas mais corretas, mais justas, e que, futuramente, podem até investir no esporte. O melhor para quem faz esse trabalho é isso, o retorno social que se tem com os atletas, porque o principal objetivo é esse, formar pessoas melhores”.

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