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O bem, para fazer o bem

Pomerodense doa seu cabelo para Rede Feminina de Combate ao Câncer para poder servir como Bombeiro Voluntário

14 de setembro de 2016

Muitas vezes, deixamos de fazer o bem por ter que abrir mão de coisas que gostamos. Geralmente, a correria do dia a dia e a falta de tempo são as principais desculpas para não aderir ao voluntariado e dedicar-se à alguma entidade. Mas há historias, como a que vamos contar em seguida, que merecem todo o destaque. Jonatan Raduenz tem 22 anos e mora no bairro Testo Alto.  Desde pequeno,  sempre admirou quem exercia a profissão de bombeiro e, por esse motivo, logo que teve idade, entrou para o projeto Bombeiros Mirins. “Eu sempre achei interessante a profissão. Até que surgiu a oportunidade de entrar nos Bombeiros Mirins e participei por três anos do projeto”, conta.

Mas a paixão por ajudar a salvar vidas seguiu no coração do jovem pomerodense que, neste ano, decidiu entrar novamente para a entidade, agora como socorrista voluntário. “Eu ando bastante de moto e me deparava com vários acidentes. Me sentia chamado a ajudar, e como eu sempre gostei do trabalho dos bombeiros, resolvi fazer o curso e ser bombeiro voluntário. Acredito que toda criança sonha em ser bombeiro, pelo menos comigo foi assim. E agora vou  realizar o meu sonho”, exalta.

Para entrar para a corporação, Jonatan teve que abrir mão do seu tempo nos dias de plantão e de uma outra paixão, seus cabelos. “Acho que foi uma das coisas mais difíceis para mim. Sempre quis ter o cabelo comprido e, há pouco tempo, havia o deixado crescer. Mas como as normas da corporação não permitem homens com cabelo e barba compridos, tive que cortar. É muito difícil deixar algo que você gosta e faz parte de você para realizar outra coisa que você quer muito, mas optei por aquilo que mais queria no momento e cortei meu cabelo”, explica.

Além de ter deixado de lado suas longas madeixas para poder servir ao próximo, o jovem doou seus cabelos à Rede Feminina de Combate ao Câncer de Pomerode para confecção de perucas para mulheres em fase de tratamento quimioterápico. “Eu sempre brincava que ia vender os cabelos e ficar rico (rs). Foi então que descobri que a Rede Feminina fazia perucas com os cabelos recebidos. Decidi efetuar a doação pois acredito que, assim como eu tive vontade de ter cabelo comprido, outras pessoas também tem esse desejo, mas, por problemas de saúde, não podem tê-lo. Se para mim, como homem, já foi difícil cortar os cabelos compridos, imagina para alguém com câncer. Para uma mulher deve ser muito difícil não ter cabelos, a autoestima deve ficar lá embaixo. Doei de coração mesmo, por mais que tenha sido difícil para mim. Sei que isso vai fazer bem à outra pessoa. Faz todo o esforço valer a pena”, finaliza.

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