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Onde estão?

Cerca de 250 mil pessoas desaparecem por ano no Brasil, a maioria não deixa nenhum vestígio ou pistas.

24 de agosto de 2016

Eles têm nome, rosto, família, uma história de vida, mas, tudo que ficou foi uma ausência dolorosa e uma grande interrogação. A maioria desapareceu sem deixar nenhum vestígio. Para a família ficam as fotos, as lembranças, a angústia da procura e a incerteza se irão reunir-se para almoçar juntos no próximo final de semana, ou se encontrar para festejar mais um aniversário, decidir na casa de que familiar vai ser a ceia de Natal ou a virada do ano. A saudade de caminhar lado a lado no parque. Ajudar a ir no médico, medir a pressão. Brigar porque chegou tarde em casa. A vida de famílias são postas pelo avesso quando alguém que amamos some, sem qualquer explicação. Quando vai ali e não volta, quando não há qualquer notícia, nem sequer um corpo. Quando não há nada, só espanto e espera, e uma espera que pode durar, dias, meses, anos e até uma eternidade.

Sete anos de espera

A realidade de milhares de famílias que buscam notícias de entes queridos desaparecidos é sentida na pele há sete anos pela família Klotz, de Pomerode. Desde março de 2009, parentes tentam descobrir o que aconteceu e onde pode estar Fábio Klotz, que desapareceu aos 31 anos de idade. Segundo a irmã, Ana Lia, ele saiu da casa da mãe dizendo que iria trocar o óleo do carro e nunca mais voltou. “Ele fez um saque em um caixa eletrônico na noite em que desapareceu, em Pomerode, e, na manhã seguinte, fez outro saque, em Blumenau. Estas foram as últimas notícias dele. O carro foi encontrado trancado com todos os documentos na Lagoa do Weege, em Pomerode Fundos. Os Bombeiros e mergulhadores fizeram buscas na lagoa e na mata próxima. Mas nada foi encontrado”, conta.

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( Fotos: Divulgação )

Segundo Ana Lia e seu esposo, Laudir Carlos Busarello, Fábio sempre teve um ótimo relacionamento com toda a família, e, a cada dia que passa, a angustia aumenta.  “Nossos sentimentos são confusos. Não sabemos se ele está morto ou perdido em algum lugar, precisando de ajuda. No começo, achávamos que ele iria voltar. Ele era muito apegado à família e não iria sumir por vontade própria”. Eles ainda contam que, no primeiro mês, a mãe, com quem ele morava, passava as noites em claro na varanda, esperando o filho voltar. “O quarto dele ainda está intacto. Todas as suas roupas estão guardadas. Para nós, que somos da família, todos os dias são sofridos. Até hoje, algumas pessoas ainda nos perguntam se ele já apareceu”, lamentam.

Mesmo com a falta de pistas e notícias, a família afirma que nunca irá desistir de procurar por Fábio. O cunhado, Laudir, conta que, nos últimos meses, tem feito registros em vários sites e grupos de desaparecidos por todo o Brasil. “Não sabemos onde ele pode estar, em que estado ou cidade. Comecei a fazer registros nos mais variados grupos para tentar buscar pistas, quero aqui fazer um apelo às pessoas de Pomerode.  Não sabemos com quem tanto ele falou antes de sumir, se comentou algo com os amigos ou conhecidos.Peço que nos procurem se lembrarem de algo, qualquer informação é bem-vinda”, pede.

Quem tiver alguma informação para repassar à família pode entrar em contato através dos fones (47) 3387-0514 ou (47) 9985-8467.

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