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Uma vida dedicada à educação

A educação é uma arte. E participar desta arte exige muito amor e dedicação, elementos que não faltaram para Margrit Pawlowski Schmidt. O primeiro contato como educadora aconteceu cedo, quando D. Margrit, carinhosamente chamada até hoje, foi convidada pelo P. Liesenberg para dar aulas no Culto Infantil. Foi seu primeiro contato com a educação e isso a impulsionou para chegar aonde chegou.

1 de junho de 2015

A educação é uma arte. E participar desta arte exige muito amor e dedicação, elementos que não faltaram para Margrit Pawlowski Schmidt.
O primeiro contato como educadora aconteceu cedo, quando D. Margrit, carinhosamente chamada até hoje, foi convidada pelo P. Liesenberg para dar aulas no Culto Infantil. Foi meu primeiro contato com a educação e isso me impulsionou para chegar aonde cheguei, relata.
D. Margrit chegou a Pomerode com nove anos de idade, mas sempre estudou em Blumenau, pois, na época, não havia Ginásio no município. Sempre estudei no Colégio Sagrada Família e assim que terminei meus estudos, ingressei no Magistério, também disponibilizado no Colégio, conta.
A vida como educadora começou em 1964, quando D. Margrit iniciou suas atividades na Escola Primária Dr. Blumenau. No ano em que terminei meu Magistério, comecei a trabalhar na Escola Primária Dr. Blumenau. Sempre gostei de educar e de lecionar, o contato, para mim, era fundamental, exalta.
Alguns anos se passaram até que D. Margrit cursou a faculdade de Letras, pela Furb, e começou a lecionar para alunos maiores. Lecionei em todas as séries. Desde o primário até o ensino médio, inclusive no Técnico Contábil, relembra.
E se todas as turmas a marcaram, cada qual pelo seu motivo especial. Foi em 1986 que D. Margrit tomou uma de suas decisões mais difíceis: a de ser diretora. Foi um momento em que pensei muito se aceitaria o pedido ou não. Eu sempre gostei e ainda gosto de estar com as pessoas. Minha paixão era a sala de aula, pois ela te realiza ao ver o trabalho concreto e permite um contato mais direto com os alunos. A direção te impede um pouco de manter esse contato, mas eu nunca me senti longe dos alunos, pois sempre fiz questão de estar presente, completa.
E quando o mundo pedagógico deixou de fazer parte de sua rotina diária, outras responsabilidades bateram à porta. Sempre gostei mais da área pedagógica na direção. Na parte administrativa eu fui muito bem assessorada e as pessoas a minha volta estavam voltadas para esse setor. E com a direção, a sala de aula passa a fazer parte da responsabilidade, mas além dela há os pais, os professores, os alunos e, claro, a comunidade, ressalta.
Durante os 20 anos em que esteve na direção do Colégio Doutor Blumenau, D. Margrit lembra de momentos com carinho e ternura. No entanto, como todo ciclo tem um fim, a aposentadoria chegou em maio de 2006. Eu tinha me proposto de trabalhar até os 60 anos, pois sabia que havia pessoas que poderiam dar mais do que eu. Era o momento para a renovação, afirma.
Margareth Ripp foi o nome sugerido e aprovado. Margareth foi minha aluna e também sempre foi apaixonada pela Educação. Ela foi coordenadora de ensino durante um período, até para estar mais próxima da direção e quando fui embora, sabia que tudo seria bem encaminhado, fala.
A decisão pela aposentadoria foi tomada para, a partir de então, dedicar-se com mais intensidade ao outro lado da vida, a família. Meu marido era aposentado na época e teria mais tempo para os filhos e, claro, para os netos, que são a minha paixão, conta D. Margrit.
No entanto, nem tudo na vida é como se planeja. O homem planeja e Deus maneja. Hoje, eu cuido da minha mãe. Ela sempre esteve presente e facilitou as coisas para mim ao se dedicar à minha casa e aos meus filhos. Nada mais justo do que retribuir esse amor, afirma.
E quando o assunto é família, D. Margrit fala com orgulho dos filhos e dos netos. Tenho três filhos, Marcelo, Cláudia e Ricardo. Nenhum deles mora em Pomerode e, com isso, meus netos também não. Pedro, André, Guilherme, Bruna e Paulo passam datas comemorativas e as férias aqui. Eles são a minha grande paixão, revela.
E mesmo aposentada, a educação não saiu das veias de D. Margrit. Já fui para São Paulo, duas vezes, na escola dos meus netos para falar sobre Pomerode nas turmas deles, conta.
Atualmente, D. Margrit divide-se entre os cuidados com a mãe, também aos encontros da OASE Arco-ìris e a OASE em alemão.
Mesmo que a rotina seja mais calma, a saudade é inevitável. Tenho momentos marcantes e assim que me aposentei senti muita falta de tudo. E hoje não tenho dúvidas de que acertei na escolha da minha profissão. E, com ela, aprendi muito e conheci muitas pessoas. Sou grata por tudo que pude viver, finaliza.

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