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Sem limites para o amor

Oralina Antunes, 82 anos, é mãe de 18 filhos, todos biológicos.
Segundo ela, não há limites para o amor de mãe.

6 de maio de 2016

Diz o ditado que “em coração de mãe sempre cabe mais um”. Por essa razão, a expressão “coração de mãe” é muitas vezes usada para substantivar lugares, coisas e até pessoas que têm a capacidade de acolher além de suas limitações. Mas será que existe mesmo um limite para o coração de mãe? Segundo a pomerodenses Oralina Antunes da Silva, o amor de mãe não tem limites. Ela é mãe de oito meninos e dez meninas, todos filhos biológicos.

Cidadã pomerodense há 20 anos, Oralina recorda as dificuldades vividas quando morava em outro estado. “Mudei-me do Paraná faz 20 anos. Lá era muito sofrido, meu esposo e eu trabalhávamos na roça. Nossos dois filhos mais velhos, Moisés e Dalila, iam juntos para a roça. Eu levava um tapete ou um cobertorzinho e colocava num cantinho da lavoura e ficava trabalhando e cuidando deles ao mesmo tempo. Depois, quando esses já eram maiores, cuidavam dos mais novos e assim foi indo”, explica.

Mesmo com muitos afazeres na lavoura, Oralina sempre tirava um tempo para verificar se estava tudo bem com os filhos. “Por sorte, as lavouras eram perto. Então, mesmo com eles sozinhos, de vez em quando, ia em casa ver se estava tudo bem.

Coração de mãe não para.Sempre cuidei bem deles, apesar das dificuldades”.

Quando perguntada sobre os nomes dos 18 filhos, com dificuldade, Dona Oralina pede ajuda da filha Idalzina, que acompanhava a entrevista. “Dois dos meus filhos morreram no nascimento, eram gêmeos, se chamavam João e Jair. Outros seis já estão junto a Deus: Paulo, Janir, Antônio, Maria Ladir, Maria Dalila e Pedro. E tenho a graça de ter ainda todos os outros dez morando aqui em Pomerode: Moises, Maria Neli, Jocenir, Idalzina, Ordalina, Marli, Marlene, Marlei, Marineuza e a Maria Izabel. É filho que não acaba mais”, brinca.

Apesar das dificuldades enfrentadas na lavoura para criar os filhos, Dona Oralina conta que, com muita garra e fé em Deus, tudo foi superado e hoje ela se orgulha de vê-los grandes e bem criados. “Sempre fomos à luta para criar todos eles e, graças a Deus, cresceram todos saudáveis. Quando tinha um feijão pra comer, comiam. Quando não tinha comida, não comiam. Hoje me orgulho em ver todos lindos e saudáveis. Todos me adoram, estão sempre à minha volta. Se gostarem de mim como gosto deles, estou mais que feliz”, exalta.

Viúva há 16 anos, a senhora de 82 anos nunca perdeu a autoestima e a alegria de viver. Gosta de ter sempre a família unida. “A minha alegria nunca vai acabar, só mesmo quando eu morrer. Tenho um orgulho enorme da minha família. Queria ter todos aqui comigo. Quando estou colocando os pratos na mesa, sempre recordo quando eles moravam comigo e sinto uma saudade, mas fico feliz por ter, mesmo assim, a maioria deles por perto. Tenho tanto neto, que nem sei o número exato. Vários bisnetos e agora até uma tataraneta. Imagina se eu chegar aos 100 o quanto esse número vai aumentar?”, brinca.

Mesmo com mais de 80 anos, Dona Oralina se mantém ativa em suas atividades de casa, adora sair para dançar e nunca deixa de ir à igreja fortalecer sua fé. “Hoje em dia eu gosto de rezar e agradecer a Deus por ter a minha família sempre comigo. Minha família é muito festeira, quando nos reunimos, no final de semana, dançamos, cantamos, contamos piadas. Eu gosto só de coisas boas e que fazem bem, tristeza não tem vez comigo”.

Para finalizar, Dona Oralina conta que o apoio de mãe é essencial na criação dos filhos. E que esse é o principal ingrediente para o amor aumentar a cada dia. “Uma mãe deve ter bastante carinho e amor pelos filhos. Sempre apoiá-los em suas decisões. Eles sempre estão aqui comigo cuidando de mim. É uma bênção ter a casa cheia de netos correndo pra cima e pra baixo e ter todos os meus filhos me rodeando. Que isso dure até o final da minha vida”, finaliza.

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