Amor pelo sertanejo
Gabriel Borges aprendeu a tocar com 5 anos de idade e desde lá nunca
deixou de lado a paixão pela música sertaneja. Nesta sexta ele se apresenta
no Opa Boteco com um repertório de Clássicos do Sertanejo.
No dia 03 de maio comemora-se o Dia do Sertanejo. E para celebrar a data entrevistamos o cantor Gabriel Borges, que nessa sexta-feira, 06 de maio, se apresenta no Opa Boteco Pomerode em uma noite especial de clássicos sertanejos. No repertório, sucessos de Milionário e José Rico, Chrystian e Ralf, Leandro e Leonardo, João Paulo e Daniel, Zezé Di Camargo e Luciano, Chitãozinho e Xororó, entre outros.
Gabriel começou a tocar ainda com cinco anos de idade e desde lá vem, a cada dia, buscando seu lugar no ramo e se destacando pela versatilidade e talento. Dono de uma voz impecável, o jovem é também instrumentista e impressiona quando toca violão ou a tradicional viola caipira. Conheça um pouco mais da história desse jovem artista que por onde passa deixa muitos admiradores.
Jornal de Pomerode – Quando a música começou a fazer parte da sua vida?
Gabriel Borges – Quando eu era criança, via meu pai tocar violão nas festas de família. Ele e meu avô eram os únicos que sabiam tocar. Enquanto as outras crianças pediam presentes caros no Natal, eu pedi para o meu pai me ensinar algumas músicas. Meu pai tinha (tem até hoje) um Giannini Rita Lee 1976 de 12 cordas, ou seja: o violão era maior do que eu. Foi com aquele violão que me ensinou os primeiros acordes. Eu, com cinco anos de idade, já conseguia tocar algumas músicas e deste momento da minha vida em diante não quis mais saber de nada a não ser música.
JP – Quais foram os artistas que te inspiraram na carreira?
GB – Vários artistas me inspiram. Eu sempre tentei fazer um trabalho em que pudesse tocar em qualquer palco, ou estar em qualquer lugar de cabeça erguida, sabendo que fiz meu melhor. Alguns artistas também pensavam desta forma.
Principalmente os antigos, que levavam muito em consideração o lado musical, ao invés da conta bancária do empresário (rsrsrs), Bruno & Marrone, Chrystian & Ralf, Chitãozinho & Xororó, Milionário & José Rico, esses quatro em especial, tem influência direta com minha musicalidade e a forma de conduzir minha carreira. Claro que hoje a música sertaneja está mudada, novos ritmos e linguagens. Mas eu tento sempre olhar para o passado, para seguir em um futuro mais sólido.
JP- Como e quando foi sua primeira vez em um palco?
GB – Em 2007 comecei a tocar em barzinhos, mas em dupla: Mazzo & Gabriel. Minha primeira vez foi em uma pizzaria, que não me lembro o nome, mas ficava atrás da rodoviária da minha cidade. Se eu não me engano hoje é uma Autoescola (rsrsrs). Na época eu tinha 12 anos, e junto com isso vinha muita insegurança. Porém, minha primeira apresentação foi tranquila, tive nervosismo somente nas primeiras músicas, depois fluiu…
JP – Qual o seu maior sonho?
GB – O meu sonho é continuar fazendo o que gosto, continuar inovando, continuar feliz com isso. E se Deus permitir, cativar mais e mais pessoas para conhecer meu trabalho, minha música e minha história. Se isso acontecer, você pode ter certeza que sou uma pessoa feliz.
JP – O que a música sertaneja significa para você?
GB – Sentimento e respeito, acima de tudo. A história da música sertaneja é muito sofrida e hoje em dia parece que alguns artistas esqueceram disso. Esqueceram das origens. Inovar sempre é bom, porém precisa haver respeito. Música é coisa séria. Parece que alguns artistas estão brincando de ser artistas, isso me deixa um pouco triste. Enfim, música sertaneja é o que me motiva a seguir.
JP – O que a galera pode esperar do seu show que acontecerá no Opa Boteco?
GB – Para esta noite, em especial, montamos um show totalmente diferente do que já fizemos até aqui. Para começar, o formato: minha banda toda estará no palco, mas em formato acústico. Violão, percussão, sanfona, não será voz e violão e também não terão instrumentos elétricos no palco (Guitarra, etc…). Depois, nós caprichamos no repertório do show. Fizemos um repertório dinâmico, que abrange todas as épocas e gerações sertanejas. Desde a década de 1970 até a atualidade. Estou ansioso para mostrar isso ao público, estou feliz por ter essa oportunidade e estou confiante que darei meu melhor. Além de tudo isso, o local é incrível, sou fã do Opa, sempre tive essa ideia de fazer uma noite de clássicos e o local não poderia ser outro. Para mim, até agora está tudo perfeito, então o público pode ter a certeza que vamos fazer o possível e o impossível para tornar a noite agradável ao som de muita boa música!