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Papai Noel: qual é a verdadeira origem do visual vermelho e sua relação com a Coca-Cola

A aparência visual característica, com roupa vermelha e detalhes em branco, ainda não estava completamente consolidada até a segunda metade do século XIX.

24 de dezembro de 2025

Foto: Reprodução

A figura do Papai Noel, tão presente nas celebrações de fim de ano, com seu traje vermelho e branco, barba branca e sorriso acolhedor, não surgiu de forma espontânea — e nem sempre foi como a conhecemos hoje. Sua aparência atual é resultado de uma combinação de tradições culturais, literatura e marketing, construída ao longo de mais de um século.

As origens do personagem remontam a São Nicolau, um santo do século IV reconhecido por sua generosidade com as crianças e os mais necessitados. A tradição de São Nicolau ganhou particular força na Holanda, onde o “Sinterklaas” distribuía presentes nos dias 5 e 6 de dezembro. Com a imigração holandesa para os Estados Unidos, esse personagem foi adaptado ao contexto americano, dando início à evolução de sua imagem.

Um marco importante nessa trajetória foi o poema “A Visit from St. Nicholas”, publicado em 1823. A obra descreveu o bom velhinho como um homem alegre, de bochechas rosadas, que chegava em um trenó puxado por renas, espalhando alegria e presentes — elementos que influenciaram profundamente a construção do personagem moderno.

No entanto, a aparência visual característica, com roupa vermelha e detalhes em branco, ainda não estava completamente consolidada até a segunda metade do século XIX. Foi o cartunista americano Thomas Nast, na década de 1870, quem começou a ilustrar o Papai Noel com esse traje icônico, incluindo também o gorro e o cinto preto, contribuindo para fixar esse padrão no imaginário popular.

O papel do marketing nessa construção foi decisivo. Na década de 1930, a Coca-Cola lançou campanhas publicitárias de Natal que apresentavam um Papai Noel jovial, rechonchudo, sempre sorridente e vestido de vermelho, em cenas associadas ao consumo da bebida. Essas ilustrações, criadas pelo artista Haddon Sundblom, tiveram grande alcance e ajudaram a estabelecer definitivamente essa representação do bom velhinho no mundo inteiro.

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Embora muita gente acredite que a Coca-Cola “inventou” o Papai Noel vermelho, especialistas e historiadores ressaltam que o personagem já havia sido retratado com roupas vermelhas em décadas anteriores e que sua imagem moderna é fruto de um processo histórico longo, no qual o marketing teve um papel de destaque ao popularizar globalmente a versão que hoje conhecemos.

Assim, o Papai Noel que encanta milhões de pessoas a cada Natal é o resultado de tradições europeias, influências literárias e estratégias de comunicação que, ao longo do tempo, transformaram um santo do século IV no símbolo universal da época festiva.

Com informações de InfoMoney

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