Geral

Preservando tradições

Apesar da industrialização e do crescimento, é no Ribeirão
Herdt que o casal Jung mantém a vida na roça

23 de abril de 2016

Pomerode mantém, ainda, muito da cultura e tradição herdada de seus colonizadores. E, certamente, a vida na roça é uma delas.

Apesar do casal Haroldo e Hanalise Jung não ter dedicado toda a sua vida à plantação e criação de animais, a rotina sempre fez parte da vida deles. Haroldo tem 65 anos e se aposentou após anos de serviços prestados à uma empresa têxtil da região. Já Hanalise, que sempre morou no sítio no Ribeirão Herdt, tem 58 anos e dedicou a vida aos filhos e ao lar.

O casal casou em 12 de novembro de 1977 e, desde então, vive no bairro no qual Hanalise cresceu. Haroldo, por outro lado, morava no Vale do Selke Pequeno e, com a mudança, também aliou a vida no campo ao seu dia a dia. “Eu trabalhava na Karsten e, em casa, ajudava na roça, seja na plantação ou na criação dos animais. Isso é algo que foi herdado dos nossos pais também”, revela.

Atualmente o casal tem plantação de milho, batata e outros alimentos, além da criação de patos, marrecos, galinhas, porcos, gado e peixes. Apesar do sítio possuir cerca de 40 mil m² tudo que é produzido é para consumo próprio. “Havia uma época em que produzíamos para venda, atualmente isso não é mais possível. Então produzimos e consumimos”, explica.

A produção também é dividida com os dois filhos e seus companheiros, netos e bisnetos. “Nosso genro também auxilia aqui na produção no período oposto ao seu trabalho. Além disso, nosso neto também fica conosco a tarde e já aprende sobre a vida no campo. Essa é, também, uma maneira de nos manter ativos, além de economizar nas compras”, revelam.

E quando o assunto é atividades, o casal não perde em nada para quem trabalha o dia todo, seja na rua ou em escritórios. “A rotina começa cedo. São muitos animais, é necessário alimentá-los, cortar trato, arar o terreno, colher e plantar. Pretendemos permanecer assim até que Deus permita”, revelam.

O casal destaca ainda que essa é uma vida privilegiada. “Em dias atuais as comidas são sempre compradas nos mercados e industrializadas. Poder se alimentar com o que se planta, é um privilégio, mas sabemos que, apesar de ainda se manter essa tradição em Pomerode, isso um dia também irá diminuir sua frequência e, quem sabe, até acaba”, frisam.

Faça chuva ou faça sol, a rotina no campo sempre será cumprida. Das mais simples atividades ao manejo com animais, o trabalho na roça é visto, por alguns, como obsoleto, no entanto, para quem o vive diariamente é um estilo de vida, independente da idade.

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