Viver e não ter a vergonha de ser feliz
Darcy Marcelino nasceu em Rio dos Cedros, no Bairro Santo Antônio, no dia 08 de maio de 1947. Quem a vê hoje
sorridente, simpática e totalmente ativa não faz ideia de tudo que passou em sua infância.
Darcy Marcelino nasceu em Rio dos Cedros, no Bairro Santo Antônio, no dia 08 de maio de 1947. Quem a vê hoje sorridente, simpática e totalmente ativa não faz ideia de tudo que passou em sua infância. Aos 12 anos sua mãe, aos 37 anos, morreu durante o parto. Nem a mãe e nem o bebê sobreviveram. Emocionada, ela recorda os momentos difíceis enfrentados após a perda da mãe. “Quando minha mãe faleceu deixou outros cinco irmãos mais novos, duas irmãs com quatro e seis anos, que foram criadas uma pela minha vó e outra pela minha tia. Eu criei os outros, um irmão de dez e outro de nove, e o caçula de dois anos. Tive muita responsabilidade, fui mãe dos meus próprios irmãos. Mas Deus me deu muita força e meu pai nunca nos abandonou. Vencemos com muita luta esse obstáculo”, revela.
Mas as dificuldades sempre serviram de estímulo para que ela aproveitasse ainda mais sua juventude. “Sempre fui animada, alegre, extrovertida. Sempre estava cantando, contando piada, meus amigos sempre brincavam que eu era o centro das atenções e acho que sou até hoje, pois minha alma é jovem”, brinca.
Depois de muitos anos casada, já com os três filhos criados, Darcy e seu falecido esposo entraram para o Clube Sênior de Pomerode. “Meu marido e eu entramos para o Clube Sênior juntos. Depois de alguns anos ele ficou acamado, eu cuidei dele até a morte e, após um tempo de sua partida, passei a ir sozinha. Eu amo demais participar do grupo, é minha segunda casa”, conta.
No dia a dia Dona Darcy cuida dos afazeres da casa e prepara o almoço para toda a família. A tarde ela faz o que mais gosta, se divertir. “Eu gosto de cuidar dos serviços da casa, faço almoço diariamente para a família toda, é uma alegria recebê-los aqui na cozinha e coloco muito amor na comida, é um dos meus grandes prazeres. Eu adoro ir para os encontros do Clube Sênior e para as tardes dançantes da Prefeitura. Dançar é um prazer e uma das minhas maiores alegrias. Não perco uma música. Às vezes vamos para outras cidades e é muito bom, conhecer pessoas diferentes e se alegrar, não pode dar lugar pra tristeza, a vida é tão bela, não é mesmo?”, questiona.
Além de gostar de dançar, ela revela que adora cantar e que nas viagens para outras cidades a animação é garantida. “Quando saímos em viagem no ônibus sempre me pedem pra cantar. Eu adoro, pois assim eu me alegro e alegro aos outros. Isso que é importante, adoro ver a vibração deles. Comigo não tem tristeza, eu quero viver muitos anos assim como eu estou, se Deus quiser chego aos 100”, brinca.
Sobre o segredo de tanta felicidade e disposição, ela revela que o primeiro passo é gostar de si próprio. “Tem pessoas que são bem mais novas que eu, mas que aparentam ser mais velhas fisicamente. São pessoas amargas. Não podemos esperar que os outros falem que somos bonitas, que parecemos jovens. Primeiro temos que nos gostar, temos que nos amar, é o primeiro passo para a felicidade, estar feliz com você mesma”.
Ela ainda deixa uma dica a todos aqueles que estão chegando aos 60. “Nunca percam o ânimo de sair, não se deixem aborrecer, quem dá lugar para tristeza, dá lugar a um vazio no coração sem fim, precisamos ser alegres, felizes e aproveitar todas as oportunidades. E, acima de tudo, agradecer a Deus todos os dias. Sem Ele não somos nada. Tem uma música, que fala: ‘sou feliz e agradeço por tudo que Deus me deu”, esse é meu lema, minha trilha sonora. E devia ser de todo mundo”, exalta.
Dona Darcy foi eleita Rainha da Festa Pomerana em 2016. No próximo ano ela passará a coroa à sua sucessora. Ela revela que jamais imaginava que um dia seria a Rainha da Festa, mas esse sempre foi um grande desejo. “Foi e está sendo uma das maiores alegrias da minha vida. Quando fui eleita Rainha da Festa Pomerana, foi um sonho realizado. Tenho aproveitado cada minuto desse reinado e estou ansiosa pela festa do ano que vem. Vou honrar esse título por toda a minha vida. E espero que a próxima Rainha esbanje alegria e simpatia, que são os principais requisitos, e que modéstia a parte, em mim não faltam”, finaliza.