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A prevenção como chave no combate ao câncer

Silvia Dallmann, há 13 anos, descobriu o Câncer do Colo do Útero. A pomerodense alerta para a importância do exame
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8 de abril de 2016

O câncer do colo do útero é causado pela infecção persistente por alguns tipos, chamados oncogênicos, do Papilomavírus Humano – HPV. Este é o terceiro tumor mais frequente na população feminina, atrás do câncer de mama e do colorretal, e a quarta causa de morte de mulheres por câncer no Brasil.

A pomerodense Silvia Dallmann entrou na estatística brasileira como portadora da doença há 13 anos. “Sou agente comunitária e, à época, sempre éramos questionadas sobre o preventivo anual. No entanto, eu deixava para depois. Até que um dia todas nós fomos participar de uma Campanha e, então, com o resultado em mãos marcaram um médico para mim, porque o câncer já estava em terceiro grau”, lembra.

Foi então que os procedimentos iniciaram. Silvia realizou duas minicirurgias, que não deram certo, para, enfim, efetuar o procedimento cirúrgico para retirada do câncer. “Depois foram oito sessões de quimioterapia e mais de 40 radioterapias. As pessoas diziam que eu não chegaria ao Natal. Meu primeiro sintoma, que à época foi até comemorado, foram os quilos que perdi rapidamente e sem explicação. No entanto, mal sabia que esse o primeiro sinal que meu corpo dava da doença”, explica.
O tratamento foi efetuado em Blumenau e, nesse período, Silvia passava os dias entre a Policlínica e o Hospital Santa Isabel.
O último tratamento, denominado radiomoldagem, é realizado em pacientes com tumores ginecológicos que, sob efeito de anestesia, passam horas em um ambiente isolado. “Foram horas deitada de costas, com sonda, anestesiada em um ambiente totalmente ‘blindado””, comenta.

Hoje Silvia está curada, mas, para ela, o arrependimento envolve, apenas, a falta de cuidado em relação a prevenção. “Eu não me arrependo de nenhum tratamento efetuado ou momento vivido nesse período. Foi difícil, mas não é impossível. Eu me arrependo apenas de não ter efetuado o exame preventivo antes, pois assim teria descoberto a doença em estágio menos avançado”, ressalta.

A fé também foi outra aliada de Silvia. “Eu rezava todos os dias pela manhã pedindo forças aos médicos para que pudessem me curar. E me curei. Hoje eu continuo sendo acompanhado pelo meu médico oncologista, mas apenas por prevenção. Em meus últimos exames ele disse que eu viveria mais 71 anos, tão bons foram os resultados”, conta.

Silvia reforça ainda que cuidar de si mesmo é fundamental. “É preciso cuidar antes e depois do diagnóstico. Durante o tratamento eu cuidei da alimentação e segui todas as orientações médicas. O que posso dizer é que as pessoas não devem se esconder ou ter vergonha, pois quem está ao seu lado pode te ajudar e dar forças”, completa.

E quando o assunto é apoio, Silvio pôde contar com a ajuda do marido que, posteriormente, também precisou de seu apoio. “Enquanto meu marido tratava o coração, notei que ele estava emagrecendo muito. Foi então que questionei o médico. Ao efetuar exames, o câncer de pulmão foi diagnosticado junto com o enfisema pulmonar. Para ele, a guerra não foi vencida. Após três anos e três meses de tratamento, ele faleceu. Hoje são quatro anos da data”, revela.

Com 71 anos, Silvia segue trabalhando, sadia e feliz. Para ela, após a cura, a vida segue baseada na gentileza, bom humor e, claro, nos exames preventivos efetuados com orgulho, prazer e vontade.

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