Seguindo as batidas do som e do coração
Conheça a história de Bruno Pollnow, que segue carreira como DJ e busca a cada dia que passa levar sua música ainda
mais longe
A música eletrônica vem a cada dia que passa conquistando ainda mais seu espaço por estar em uma grande expansão de alguns anos pra cá. Novos clubs, novos festivais, novos admiradores e novos Djs surgem a cada dia. A maioria do público é de jovens entre 16 e 24 anos, assim como os que comandam as pick-ups também estão na casa dos 20. É o caso do melhor DJ do Brasil, Alok Petrillo, que tem 24 anos e uma extensa bagagem de grandes shows pelo mundo todo. Viver uma carreira igual a dele é o sonho de vários jovens que buscam o sucesso.
Conheça a história do pomerodense Bruno Pollnow, que viu na música eletrônica uma verdadeira paixão. “Eu nunca tive interesse em ser DJ, até participar da organização de uma festa, no início de 2012, e no final acabei brincando no software e a galera curtiu, fiquei empolgado e a partir dai comecei a estudar sobre a profissão, como tocar, o que tocar, como agradar o público, e etc. São detalhes que fazem toda a diferença na hora de tocar e que podem mudar o rumo do seu set”, conta.
Aos risos, Bruno conta que até comprar sua primeira mesa controladora foi uma grande luta, depois uma luta ainda maior para aprender a tocar. “Eu só estudava e ainda não tinha o dinheiro para comprar a controladora, aí que surgiu a oportunidade de trabalhar na faculdade ganhando bolsa e não pensei duas vezes em comprar minha controladora, detalhe que eu não sabia tocar direito. Então, no início de 2013, após a compra eu aprendi de fato a tocar, chegando a ganhar um suporte de Ian Carey, no Soundcloud, de um set meu, antes mesmo de começar a produzir, isso me motivou muito a continuar”, revela.
Depois de muito esforço e várias pesquisas e estudos, em 2013, Bruno lançou seu projeto que leva como nome o seu sobrenome, Pollnow. “Comecei tocando em festas da galera, que tinham 15, 16 anos. Uma galera que sempre me apoiou e me apoia até hoje, devo muito a eles, que seguem até hoje meus passos e me motivam tanto a tocar como produzir”.
Em 2014 o recente DJ começou a atuar em festas maiores, se destacando e ganhando seu espaço cada vez mais. “Após lotar a pista secundária de uma festa open bar que aconteceu da galera da faculdade, comecei a ganhar uma atenção maior dos produtores de eventos da região. Toquei em várias festas de turmas da faculdade, teve uma festa open bar do curso de fisioterapia também, que teve um grande público, essa festa me marcou bastante pois a galera passou uma energia incrível, sem palavras!”, exalta.
Desde então o jovem vem a cada dia buscando cada vez mais se aperfeiçoar e se profissionalizar e sonha em um dia ter seu reconhecimento através da sua música. “De 2014 pra cá venho alcançando objetivos maiores, agora com a minhas produções sólidas, com objetivo de alcançar um set totalmente autoral até final do ano”.
O caminho para chegar até aqui foi árduo, o jovem aprendeu a lidar com a falta de oportunidades, mas soube aproveitar e mostrar seu trabalho nas que lhe foram dadas. “As maiores dificuldades que você vai encontrar são a desconfiança, um mercado saturado, concorrido e muitas vezes que não te dá oportunidades para mostrar seu talento, porque o jogo é duro, eles querem gente com experiência, com confiança e que tragam retorno, e se você não pode passar isso, é porque você provavelmente está fazendo algo errado. Então, a você que está entrando agora no ramo da música, seja como Dj ou banda, já fica a dica, não será fácil, você ouvirá 1000 nãos, e um sim, o caminho é longo e os passos são curtos para se chegar ao sucesso”, explica.
Bruno hoje toca em várias festas por toda a região, festas privadas, eventos em geral e também já embalou várias noites na Wox Club de Pomerode. Sobre seu estilo e inspirações ele nos conta que começou tocando Eletronic Dance Music (EDM), mas que hoje segue outro seguimento. “Eu comecei tocando EDM, o famoso comercial, e particularmente é um estilo que gosto muito, independente da rotulagem. Hoje estou tocando o que eles chamam de Brazilian Bass, algo entre Alok, Alex Stein, mas com um toque ‘Pollnow”, que carrega inspirações de Hardwell, Avicii, Bingo Players, Fat Boy Slim, Carl Cox, James Zabiela, Laidback Luke e DJ Ravine”, explica.
Aos que sonham com uma carreira como DJ, o jovem deixa uma mensagem. “Tenha paciência que tudo virá no seu tempo certo. Mantenha seus amigos sempre por perto, o apoio deles é fundamental para que você cresça e afaste-se de quem irá te atrasar. Pessoas vem e vão, oportunidades as vezes podem ser perdidas, então pense no futuro, faça valer a pena agora, que o destino se encaminha do resto”, finaliza.