Pomerodense é homenageada como primeira mulher a ser contratada como agente fiscal no CREA/SC
Maike Reif Conradt atua na função desde 1993
Foto: Arquivo pessoal
A pomerodense Maike Reif Conradt, agente fiscal do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA/SC), recebeu uma homenagem na inauguração e entrega da nova sede da Inspetoria de Blumenau, por ser a primeira mulher a ocupar esta função na entidade.
Moradora de Pomerode e agente fiscal em Blumenau, Maike começou a sua jornada no CREA/SC no ano de 1993, quando se inscreveu no processo seletivo para a vaga de fiscal na entidade, pois estava focada em passar em um concurso, a fim de obter uma carreira sólida e segura.
“Através do jornal, tive acesso ao anúncio, do processo seletivo para vaga de fiscal no CREA/SC e resolvi me inscrever. Foi interessante, porque como a inscrição era feita pessoalmente na Inspetoria, a atendente não sabia se uma mulher poderia se inscrever e ligou para Sede em Florianópolis, para saber se podia realizar a inscrição. Como a resposta foi positiva, fiz minha inscrição, passei entre os melhores, depois teve um teste de datilografia e posteriormente uma entrevista. Minha pontuação foi muito boa, e recebi a notícia que havia sido selecionada”, conta.
O treinamento para a função foi realizado em Florianópolis, onde recebeu a informação de que foi a primeira vez em que uma mulher foi selecionada para a função, o que traria uma experiência nova para todos.
Maike passou a atuar na Inspetoria de Blumenau, que atende o município e mais nove cidades da região: Pomerode, Apiúna, Ascurra, Benedito Novo, Doutor Pedrinho, Indaial, Rio dos Cedros, Rodeio, e Timbó.
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“A função de Fiscal do CREA/SC, consiste em visitar obras e serviços (nas áreas abrangidas como Civil, Agronomia, Industrial, entre outras), e verificar a real participação de um profissional habilitado pelo CREA, com o intuito de trazer segurança e qualidade para toda sociedade. Trabalho em campo, na estrada, visitando obras e serviços, em um roteiro estabelecido”, explica Maike.
A agente fiscal também afirma que faz parte da rotina o atendimento a denúncias e diligências, mas que há muitos anos a fiscalização é orientativa, ou seja, inicialmente com a lavratura da notificação, com a concessão de um prazo para regularização.
“Quando comecei, caso encontrasse alguma irregularidade, o Auto de Infração era lavrado na primeira visita. Na minha opinião, a fiscalização orientativa, nos aproximou mais dos profissionais e da sociedade: é muito gratificante tirar as dúvidas e orientar as pessoas, e saber que estamos, acima de tudo, buscando o melhor em termos de segurança e qualidade para toda sociedade”.

Foto: Arquivo pessoal