Três meninas, uma paixão!
Conheça a trajetória das três bailarinas que estão há 10 anos no projeto Ballet Cultura e hoje integram o Corpo de Baile
Municipal
Bruna gosta da cor rosa, Maria Eduarda prefere o turquesa e Ana Carolina gosta de azul. Uma tem 17 anos, outra tem 15 e a mais nova 13. Mesmo com as diferenças de gosto e de idade, essas três meninas tem uma grande paixão em comum. Elas estão entre as 82 bailarinas que fizeram parte da primeira formação do Projeto Ballet e integram, desde a fundação, o Corpo de Baile Municipal.
Hoje elas são as bailarinas com mais tempo de atuação dentro do projeto e do Corpo de Baile. Já participaram de diversos festivais e apresentações e acompanharam a evolução do grupo, além da sua própria evolução como bailarinas. Conheça um pouco mais da história de cada uma e como o Ballet se tornou uma recíproca paixão entre as três.
Ana Carolina Falk tem 17 anos e está no primeiro semestre do Curso de Fisioterapia. Ela é filha de Margaret e Reno Falk. A jovem conta que soube do projeto e logo quis fazer parte, mas não imaginava que a história iria tão longe. “Eu tinha sete anos de idade quando o Ballet Cultura iniciou e foi divulgado na escola em que eu estudava. De cara eu achei o máximo e decidi me jogar na experiência, mas nunca achei que essa história iria tão longe”, brinca.
Há 10 anos no Ballet, Ana já participou de diversos festivais e apresentações que, segundo ela, lhe proporcionaram momentos memoráveis. “Tive muitas experiências memoráveis dentro do Corpo de Baile, mas um momento muito marcante para mim foi receber o prêmio de 1º lugar dançando solo no Festival de Chapecó, em 2014. A gente sempre se alegra em receber premiações, mas quando se trata de um solo a felicidade vem em dobro”, explica.
Quando questionada sobre o sentimento de fazer parte há 10 anos do projeto, a jovem não esconde o orgulho. “Poder fazer parte dessa história é incrível. Formamos uma família que a cada ano se renova, muitos chegaram e já foram, mas nós continuamos aqui. No Ballet, além da técnica que a dança exige, também aprendemos muitos valores, além de pensar e agir como uma equipe, e é isso que nos leva cada vez mais para o alto. O Ballet me faz muito feliz e hoje posso dizer com toda certeza que cada etapa valeu a pena. Nem parece que já se passaram 10 anos”, enaltece.
A jovem bailarina agradece todos aqueles que a incentivaram e sempre apoiaram seus projetos. “Quero agradecer muito aos meus pais, que além de exercer o papel de família também foram meus incansáveis motoristas e patrocinadores durante esses 10 anos e que nunca deixaram de me apoiar em nenhum momento. Um agradecimento mais que especial para a professora Andréa, por fazer o possível e o impossível para o grupo e sempre com muito amor. Obrigada, também, a todos os pais dos bailarinos do Corpo de Baile, ao meu namorado e a todos que de alguma forma fazem parte dessa história”, finaliza.
Ana finaliza dizendo que hoje se sente realizada em fazer parte do Corpo de Baile e que tudo que passaram nesses 10 anos serviu de experiência para buscar sempre o seu melhor. “Os ensaios intensos, as dores, calos e bolhas são sinônimo de muito amor, garra e determinação de um grupo que sonha junto. As amizades foram se tornando uma família, uma família que se apoia, se ajuda e, acima de tudo, se ama. Os festivais nos trazem sorrisos, lágrimas, surpresas, superação e muita, mas muita, diversão. Juntos descobrimos que não temos limites e que nossa missão é trazer alegria para as pessoas fazendo o que sabemos e amamos fazer: dançar!”.
Bruna Hildebrandt tem 13 anos, é filha de Marlise Hardt e Renato Hildebrandt e está no 9ºano. Com apenas três anos de idade ela já entrou para o projeto e coleciona momentos de conquistas e muitas alegrias.”Eu decidi que queria entrar no Ballet quando tinha de três para quatro anos de idade, frequentava a creche Nossa Senhora de Fátima, que oferecia o Ballet. Logo nas primeiras aulas meu interesse foi aumentando cada vez mais, de forma que nunca mais quis deixar de dançar”, explica.
Entre os momentos mais marcantes dentro do Corpo de Baile, o que conquistou sua primeira premiação individual. “Pra mim o mais marcante foi no momento em que, depois de já frequentar o Corpo de Baile, conquistei minha primeira premiação com solo de repertório, na Variação Boneca Bebê. A sensação de subir ao palco para buscar o troféu por mérito do próprio trabalho, é inexplicável”, exalta.
Segundo a bailarina, fazer parte dessa história é muito gratificante e motivo de orgulho. “É um sentimento muito bom saber que faço parte desta história há tanto tempo. É gratificante fazer o que eu amo por todos esses anos, conquistando vitórias e superando derrotas, mas, principalmente, vivendo com essa família que se formou durante o decorrer desses anos”.
Para finalizar, Bruna agradece as pessoas que a acompanharam e seguem até hoje apoiando sua carreira. “Quero agradecer primeiramente a Deus que me deu essa oportunidade. A minha família, especialmente minha mãe que sempre me apoiou independente do momento, as minhas amigas que fazem essa história ficar muito mais emocionante e divertida e, é claro, a professora Andrea que não é só uma professora, mas sim uma amiga que é responsável por tudo que eu aprendi até hoje sobre a dança”, finaliza.
Maria Eduarda Dallmann tem 15 anos, está no 1º ano do ensino médio e é filha de Rubia e Jonas Dallmann. Ela soube do projeto através de um comunicado deixado pela professora Andrea na Escola que estudava quando tinha cinco anos de idade. “Entreguei o comunicado para minha mãe, que falava do novo projeto. Eu queria muito, mas no início ela não se interessou muito. Minha mãe conta que fiquei pedindo para ela ir na reunião do projeto e, quando ela foi, eu tinha certeza que era isso que eu queria”, conta.
As amizades, e as experiências conquistadas até hoje são as coisas que mais marcaram a trajetória da bailarina nesses 10 anos de Corpo de Baile. “É uma experiência nova atrás da outra. O frio na barriga na hora de entrar no palco, a primeira coreografia, o primeiro solo, o primeiro festival, a primeira premiação. As amizades verdadeiras, amizades para todo o sempre. Nada se compara a isso. Esse conjunto todo me marcou muito”.
As dores musculares, as bolhas e as broncas sempre serviram de lição para continuar a lutar pelos seus objetivos, mas a alegria e a emoção por estar há 10 anos no projeto sempre foram maiores que as dificuldades. “O sentimento que tenho hoje é de amor, por ter sido ‘descoberta” por essa professora incrível, que me lapidou e me ajudou a cada dia realizar meus sonhos. E por ter despertado em mim a paixão pela dança que com toda a certeza vai durar para sempre”, exalta.
A jovem fez questão de agradecer todos que estiveram ao seu lado sempre, apoiando e prestigiando. “Quero agradecer a minha mãe, por sempre estar ao meu lado em todos os momentos. Meu pai, meu irmão, minha Oma Marlene, que sempre me levou aos ensaios nos primeiros anos, e que me apoia até hoje, e é claro a professora Andréa, que deu início a esse projeto, não fosse ela não teria me tornado o que sou hoje, tanto no ballet, como em minha vida pessoal. Tenho muito orgulho por fazer parte dessa equipe maravilhosa. E que venham mais dez e mais dez e muitos mais”, finaliza.