Geral

Destinos para curtir o inverno

Com o inverno chegando, as baixas temperaturas podem combinar tanto para quem gosta de um aconchego em um ambiente fechado, assistindo a um show ou degustando de um bom vinho, como para quem gosta de neve e quer se aventurar em um esporte radical.

1 de junho de 2015

Com o inverno chegando, as baixas temperaturas podem combinar tanto para quem gosta de um aconchego em um ambiente fechado, assistindo a um show ou degustando de um bom vinho, como para quem gosta de neve e quer se aventurar em um esporte radical. Pensando em dar a opção para todos os gostos o JP selecionou dois destinos para viajar no inverno: Santiago, no Chile e Buenos Aires, na Argentina.

 

Buenos Aires – Uma metrópole com muitos restaurantes, bares e vida noturna bastante agitada, Buenos Aires é o lugar ideal para quem gosta de uma boa gastronomia e vida cultural. A cidade possui uma cozinha bastante variada, mas o que ainda faz muito sucesso são as carnes, os asados ou parrillada, o bife de chorizo, a milanesa napolitana (carne à milanesa com queijo e tomate) e o choripán (sanduíche de chorizo). As sobremesas também fazem sucesso como o flan com doce de leite, doce de batata-doce com queijo, budín de pan (pudim de pão), panquecas com doce de leite. O alfajor é outro destaque argentino, é possível degustá-lo em um dos vários cafés encontrados na cidade. Puerto Madero é uma boa região para se passear a pé e escolher um dos inúmeros bares e restaurantes, depois de um dia de compras pelo centro.

Como passeio vale conhecer a Feira de San Telmo, localizada na Plaza Dorrego e famosa pela venda de antiguidades e curiosidades. Nas proximidades encontram-se lojas de souvenirs, pinturas, retratos, pulseiras, mates, artesanato e livros, assim como antiquários e lojas de roupas. O ideal é visitar a feira entre 10 e 14 horas, horário em que ainda não está muito cheia.

No bairro da Recoleta também existe uma feira, mas esta é de artesanato. Teve início em 1970, com um pequeno grupo de hippies e cresceu bastante. Hoje registra mais de cem artesãos. A feira está localizada em frente ao Centro Cultural, a Igreja do Pilar e o Cemitério da Recoleta, que, aliás, é outro ponto conhecido por ter enterrado personalidades como a líder política Evita Péron.

Ir à Argentina e não ver um show de tango é como ir à praia e não ver o mar. A cidade oferece inúmeras casas com apresentações, com diversos preços. Algumas delas acontecem de graça em praças públicas enquanto outras podem ter entradas caríssimas, com qualidade de alta performance.

 

Santiago – Conhecido como um território com paisagens de tirar o fôlego, Santiago é o destino dos que querem aproveitar o frio em grande estilo. Quem vai até a cidade não pode deixar de visitar Farellones, um dos centros de ski mais antigos da América. Trata-se de um pequeno vilarejo composto praticamente apenas por casas e pequenos prédios. A área para ski possui mais de 120 km de pistas e tem acesso facilitado, por meio de teleféricos.

Para quem gosta de um clima mais romântico pode dar uma passadinha em Pirque, situado a 1h30 do centro de Santiago, para conhecer a vinícola Cocha y Toro e percorrer a propriedade da qual viveu Don Melchor Concha y Toro, fundador da empresa em 1883. A região é cercada por belos lagos e os vinhedos vão até a base da Cordilheira dos Andes. Lá pode-se conhecer as adegas onde o vinho descansa por meses na quase total escuridão em barris de carvalho. Na adega Casillero del Diablo, Don Melchor armazenava as melhores garrafas. O nome surgiu após o proprietário perceber que garrafas estavam desaparecendo misteriosamente, e inventou a história de que naquele espaço vivia um diabo, para assustar os funcionários.

Outro ponto bacana para se visitar é a La Chascona, a casa construída pelo escritor Pablo Neruda que lembra um barco. Os cômodos arredondados, de teto baixo e grandes janelas, foram decorados com móveis de antigos navios. O lugar é cheio de passagens secretas por onde Neruda gostava de surpreender seus convidados. Nos jardins corria até um pequeno riacho, que hoje é canalizado. Hoje a casa abriga um museu com rico acervo com livros e anotações do poeta, além de fotos com escritores brasileiros como Jorge Amado e Vinícius de Moraes.

Notícias relacionadas