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Uma nova chance de vida

Equipe veterinária do Zoo de Pomerode recebeu no último mês um filhote de tamanduá mirim que ficou órfão após a
mãe ser morta por cães.

17 de fevereiro de 2016

A expansão das cidades e a consequente devastação da flora são alguns motivos para afugentar os animais selvagens de seu hábitat natural e migrar para os centros urbanos, com isso, vários conflitos fazem com que a cada minuto, diversos animais selvagens percam a vida. É o caso deste filhote de Tamanduá Mirim que foi encaminhado ao Zoológico de Pomerode pela Polícia Ambiental depois da mãe ser morta por um cachorro, na cidade de Brusque. O animal foi parar na instituição pelo seu pouco tempo de vida, o que faz dele indefeso contra seus predadores.

Segundo o veterinário do Zoológico de Pomerode Rafael Salles, se o filhote não fosse encaminhado ao parque dificilmente ele sobreviveria “Ele chegou aqui sem nenhuma lesão, mas muito pequeno, aos poucos estamos ensinando ele a comer sozinho, e é uma fase que eles não reconhecem ainda seus predadores, então na mata, ele já teria morrido de fome ou atacado por algum outro animal”, explica.

O animal está sendo assistido pela equipe do zoo que está adaptando sua alimentação e cuidando para que em breve, o animal possa viver com os outros já existentes no parque. O Biólogo Cláudio Mass explica porque esse animal não pode voltar a seu habitat natural. “Por conta desse processo de cuidados que ele vem recebendo aqui pela nossa equipe, ele acaba desenvolvendo essa relação de proximidade, e se ele voltar para seu habitat natural vai ser muito perigoso para a vida dele, até porque a gente não tem um programa de acompanhamento desse animal se ele voltasse para a mata. Não é simplesmente soltar, leva um tempo para ele se adaptar e esse tempo pode ser fatal. Então, ele vai compor a população já existente aqui no Zoo”, explica.

O biólogo chama atenção para o número de animais que são mortos anualmente em rodovias e estradas do nosso país.

Segundo o site do Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia em Estradas, 15 animais morrem a cada segundo nas estradas brasileiras. “Os números de animais mortos atropelados são alarmantes e vêm destruído a nossa fauna, além dos atropelamentos a própria invasão da sociedade faz com que muitos animais morram, com ataques de cachorros, ou até a própria sociedade, acaba matando animais por acreditarem em mitos e assim eles estão se extinguindo”, revela.

O Zoológico de Pomerode recebe mensalmente dezenas de animais que são encaminhados pela Polícia Ambiental ou por próprios moradores. A maioria deles são atacados por cachorros, ou atropelados em vias públicas. Na maioria das vezes, após o tratamento, o animal é avaliado e se ele for apto, volta a seu habitat natural ou é encaminhado para programas de preservação e em últimos casos ele fica habitando o parque.

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