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Lula sanciona lei que garante conta de luz gratuita para famílias de baixa renda

Programa “Luz do Povo” vai beneficiar cerca de 4,5 milhões de famílias com consumo de até 80 kWh por mês

9 de outubro de 2025

Foto: Envato Elements

A conta de luz gratuita para famílias de baixa renda que consomem até 80 quilowatts-hora (kWh) se tornou permanente nesta quarta-feira (8), com a sanção presidencial da Medida Provisória 1.300/25, que cria o programa Luz do Povo. O evento ocorreu no Palácio do Planalto e contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As informações são da Agência Brasil.

Instituída em maio deste ano, a medida provisória tramitou por quatro meses no Congresso Nacional e foi aprovada definitivamente no mês passado. O benefício deve alcançar 4,5 milhões de famílias inscritas no Cadastro Único de Programas Sociais (CadÚnico), com renda familiar mensal por pessoa de até meio salário mínimo. Também terão direito à tarifa social beneficiários do BPC, além de indígenas e quilombolas de baixa renda, totalizando cerca de 60 milhões de pessoas atendidas.

De acordo com o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, a iniciativa é uma forma de garantir justiça tarifária e proteger os mais vulneráveis.

“A proteção social é necessária até que o Brasil consiga aumentar a base de arrecadação com justiça tarifária, aumentando a renda de todos para chegarmos ao país no qual todos sonhamos”, afirmou o ministro.

Embora o programa já estivesse em vigor desde julho — devido ao efeito imediato das medidas provisórias —, a conversão em lei garante sua continuidade. A partir de janeiro de 2026, famílias que consumirem até 120 kWh terão desconto de até 12% na conta de luz, o que deve beneficiar cerca de 55 milhões de pessoas.

A gratuidade será custeada pela Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), fundo financiado por todos os consumidores para manter políticas públicas no setor elétrico. No entanto, poderão continuar sendo cobrados valores referentes à iluminação pública e ICMS, conforme a legislação de cada estado ou município.

Durante a tramitação, o Congresso incluiu um desconto para dívidas de hidrelétricas com a União, o que representa uma renúncia fiscal de cerca de R$ 4 bilhões. Também foi aprovado que o custo da energia nuclear será dividido entre todos os consumidores, exceto os de baixa renda, a partir de 2026.

Já para os setores de irrigação e aquicultura, o texto retirou o horário fixo de desconto de energia, permitindo que o período seja definido pelas distribuidoras, conforme critérios do governo.

Alguns pontos originalmente previstos na MP foram retirados pelo Parlamento, como a possibilidade de consumidores escolherem o fornecedor de energia, o fim de incentivos a fontes alternativas e a ampliação da atuação da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Essas propostas foram transferidas para a MP 1.304/25, ainda em análise.

Segundo Alexandre Silveira, o governo continuará dialogando com o Congresso para avançar na modernização do setor.

“Tenho absoluta convicção de que vamos entregar ao povo brasileiro a liberdade de escolher suas fornecedoras de energia, quebrando o monopólio das distribuidoras e garantindo energia mais barata para todos”, disse o ministro.

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