FIESC aponta desindustrialização relativa em SC
Uma sequência de palestras conduzida pelo departamento de Economia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O painel foi promovido pelo Sistema Fiesc, durante a Jornada Inovação e Competitividade.
Uma sequência de palestras conduzida pelo departamento de Economia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O painel foi promovido pelo Sistema Fiesc, durante a Jornada Inovação e Competitividade. A prévia de um estudo conduzido pelo departamento de Economia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), a pedido da FIESC, aponta quedas na participação da indústria no Produto Interno Bruto do Estado (PIB) e em relação ao emprego. No entanto, o fenômeno tem intensidade diferente, dependendo do setor. E há diversos casos de empresas que continuam se destacando.
Entre 1996 e 2009, a indústria de transformação passou de 26,1% para 22,3% de participação no PIB de Santa Catarina. Efeito semelhante aconteceu em relação ao percentual de trabalhadores da indústria, em relação ao total de pessoas empregadas no Estado (de 33% para 29%).
Especialistas apontam o índice como preocupante. Afinal a indústria no Brasil, diferente de outros países que têm queda na atividade industrial, ainda não estabeleceu o papel no desenvolvimento do país, e chamam o fenômeno de desindustrialização precoce.
Segundo o estudo, a desindustrialização ocorre de maneira absoluta em setores como madeireiro e de móveis; e de maneira relativa em setores como alimentos, têxteis, máquinas e equipamentos, calçados e cerâmicos. Em todos os demais setores não foram encontrados indícios relativos à queda na participação do valor da transformação industrial no PIB catarinense, percentual de trabalhadores e adensamento industrial.
Fonte: Fiesc