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Da origem à atualidade, a evolução permanece

Os primeiros imigrantes se estabeleceram ao longo do Rio do Testo através de pequenas fazendas, onde eram cultivados arroz, fumo, batata, mandioca, cana de açúcar, milho e feijão. O colono, cidadão conhecido por trabalhar na roça, também se dedicava à criação de gado leiteiro e suíno, cujas matrizes vieram da Europa. Até a virada do século 20, Pomerode era uma colônia voltada apenas à agricultura.

1 de junho de 2015

Os primeiros imigrantes se estabeleceram ao longo do Rio do Testo através de pequenas fazendas, onde eram cultivados arroz, fumo, batata, mandioca, cana de açúcar, milho e feijão. O colono, cidadão conhecido por trabalhar na roça, também se dedicava à criação de gado leiteiro e suíno, cujas matrizes vieram da Europa. Até a virada do século 20, Pomerode era uma colônia voltada apenas para a agricultura e pecuária de subsistência, com pequenos pontos comerciais nas áreas centrais da colônia.
Pequenas empresas familiares de laticínios, frios e cerâmica deram início à industrialização do município. Anos mais tarde, a indústria da porcelana se tornou uma das mais importantes para a economia local. Hoje, a cidade é considerada um forte polo têxtil e metal-mecânico.
Weege Indústria Alimentícia: o primeiro passo para a industrialização pomerodense
O ano era 1901. Nesta época, Pomerode ainda fazia parte do município, agora vizinho, Blumenau. No entanto, a primeira indústria da história da cidade começou ali e foi o guia para o crescimento do então bairro Rio do Testo.
A empresa Weege Indústria Alimentícia foi um polo de desenvolvimento da região. O “Complexo Weege” contemplava loja comercial, fábrica de tintas, fábrica de banha, frigorífico, fábrica de latas e caixas, defumador e fábrica de laticínios. Em quase toda família pomerodense há, pelo menos, um membro que trabalhou direta ou indiretamente na empresa durante seu período áureo de funcionamento.
A rua, hoje homenageia o idealizador da fábrica, Hermann Weege e, com a abertura da Casa Comercial Weege, que vendia “secos e molhados”, a história da mais antiga indústria de Pomerode começou a ser escrita.
A história teve início quando Hermann Weege voltou de um tempo de estudos em Curitiba, decidido a montar um negócio em sua cidade. Com a modernização de alguns equipamentos e locais na residência de seu pai, o empreendimento começou na atual, Pomerode Fundos.
A Casa Comercial Weege, abriu de fato e passou a estar localizada em seu endereço atual depois que Hermann se casou com Pauline, nascida Karsten, e, juntos, começaram sua vida no local.
Os anos seguintes serviram como experiência em administração, pois na Casa Comercial eram vendidos tecidos, arroz, feijão e outros itens de necessidade pública. Conhecendo o negócio e querendo aperfeiçoá-lo, em 1918, Hermann Weege construiu sua empresa de Laticínios e também a 1ª Usina Hidrelétrica da região.
Pioneirismo foi o sobrenome de Hermann, pois além de ter construído a primeira indústria em Pomerode, ele também trouxe à região o primeiro automóvel. “Ele ficou dois anos em Blumenau, pois não havia estrada adequada para trazê-lo a Pomerode. Quando indo para, onde hoje é Blumenau, ele fazia as aulas de direção”, conta o neto de Hermann Weege, Seu Jost Weege.
A aquisição foi feita em 1912, quando, depois de um tempo, já com o veículo em sua residência, realizou um acordo com os colonos para a circulação na cidade. E nos domingos, Seu Hermann passeava com as crianças da região.
Com o comércio de seus produtos dando certo, em 1922 foi aberto o frigorífico. Os animais eram comprados dos colonos da região.
Devido ao aumento da produção, o fornecimento de energia era feito através da usina hidrelétrica, a necessidade de aumento de sua capacidade fez-se necessária. Pois, além de abastecer a empresa, a Casa Comercial, algumas residência e a Igreja, a usina era a única fonte disponível. Essa ampliação foi realizada em 1928.
O crescimento econômico foi visível na região e, com ele, as vendas começaram a expandir o mercado. Em 1936, o Ministério da Agricultura emitiu o alvará que possibilitava a venda dos produtos para fora do Estado. Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Amazonas, Pará e Rondônia eram alguns dos estados para qual empresa vendia. Desta forma, a marca Weege e a cidade começaram a ganhar destaque nacional.
Em 1945, a empresa possuía um caminhão que transportava gelo para a Capital do Estado, Florianópolis. Novamente, destacando-se no Estado.
O idealizador da empresa faleceu em 1947. Com isso, seus filhos assumiram o controle da empresa. Em 1951, foi comemorado o cinquentenário da indústria, mesmo ano em que o frigorífico queimou. “Apesar do impasse, a reconstrução e ampliação foi concluída em 1952”, enaltece Seu Jost.
A Casa Comercial foi reconstruída em 1958 e ganhou mais um andar, sendo transformada em um supermercado também. Neste mesmo ano também houve o rompimento da caldeira. “Lembro-me do nosso trabalho para a reconstrução, afinal estávamos trabalhando com matéria prima viva e não havia tempo a perder”, completa Seu Just.
Os anos de 1960 foram marcados por perdas na família Weege. Em 1965, faleceu o filho, Arno Weege e em 1967, faleceram a esposa, Pauline Weege e o irmão, Vitor Weege. Por outro lado, em 1961, Armin e Jürgen Weege, netos de Hermann, entraram como diretores adjuntos na empresa.
Em 1980, a nova laticínios foi inaugurada e, desde então, a empresa seguiu as suas atividades até que o momento de crise mais difícil bateu na porta. Com a falta de dinheiro sendo apontada como a grande causa, em 1999 a empresa solicitou falência. “Depois da Valorização Real da Moeda, mais o aumento da importação e salários, a decadência começou”, afirma Seu Jost.
Com a emoção visível em suas palavras, Seu Jost fala com pesar da falência da firma. “É muito triste ver hoje o que a empresa foi e saber que ela não existe mais, mas era o que nos restava na época”, completa. Independente de estar ou não em funcionamento na atualidade, a Weege Indústria Alimentícia marcou a história da indústria em Pomerode. Foi pioneira no setor e na geração de empregos, quando chegou a empregar 180 funcionários, então pomerodenses.
As marcas, o prestígio e o nome Weege seguem na memória da população e, principalmente, registrados na economia municipal. Um marco para o crescimento do município, em diversos sentidos. Atualmente, parte do imóvel vem a ser o Centro Cultural do Município.

A marca Olho e os tempos atuais
A Weege Indústria Alimentícia teve seu nome marcado na história de Pomerode e também no País devido à qualidade de seus produtos. Entre alguns deles, estavam seus queijos fundidos e também embutidos da marca Olho.
Com a falência da empresa, Nelson Ziehlsdorff comprou algumas máquinas para a confecção desses queijos fundidos. A partir de então, a empresa passou a ser chamada de Laticínios Pomerode.
A marca Olho foi comprada depois de um tempo. Como a empresa de embutidos não estava em funcionamento, ainda, devido à falta de espaço, Luiz Bergamo e seu sócio Rolf, compraram a parte dos embutidos e construíram a fábrica no bairro Ribeirão Areia.
“A marca facilita muito em abrir mercado, por ser conhecida ainda. Facilita a abertura de mercado, mas o Weege sempre foi muito lembrado pela qualidade de seus produtos. E isso sempre foi um grande desafio, manter essa qualidade para conciliá-la ao bom nome da marca”, explica Luiz.
Diferentemente da empresa que criou a marca, os produtos da Olho podem ser vendidos apenas dentro do estado de Santa Catarina. “Nossa inscrição estadual permite apenas que as vendas sejam feitas em nosso estado, por enquanto. Mas recebemos bastantes ligações de outros estados que passam por aqui e querem levar o produto para lá, mas, por enquanto, isso ainda não está em nosso planejamento”, ressalta Luiz.
A qualidade dos produtos permanece desde 1922. “O paladar é muito particular e, às vezes, no mesmo produto havia diferentes opiniões sobre os sabores. Então contratamos algumas pessoas chaves que sabíamos que poderiam nos dar essas dicas e opiniões de era assim. E, em cima de opiniões de pessoas que nos transmitiam um pouco mais de segurança na informação, formamos o nosso produto. Para fazermos produtos de boa qualidade, precisamos de matéria prima de boa qualidade. No entanto, hoje em dia, com a questão tecnológica, às vezes o produto é produzido de forma rápida, mas não tão bom. Essa é uma das dificuldades em nosso ramo, manter a qualidade com o custo que o cliente possa pagar”, completa Luiz.
A empresa está crescendo e, com isso, um novo espaço será construído. “Nossa ideia não é crescer demais. A expansão será de 50% a mais do que produzimos, porque se você crescer demais, você pode entrar numa linha mais industrial e acaba perdendo aquilo que é o nosso objetivo: resgatar as tradições dos produtos artesanais. Um produto diferenciado no sabor e na matéria prima, o consumidor merece isso”, ressalta Bergamo.
A empresa possui produtos registrados, entre carnes e embutidos. “Possuímos 41 produtos registrados, entre carnes, como costela e lombo, mas produzimos aqui 17 produtos industrializados”, relata.
A produção atual de empresa varia entre 25 a 28 toneladas por mês, em produtos industrializados. “Essa quantidade diz respeito aos produtos que produzimos aqui. No entanto, quando incluimos nessa média os frescais, a venda passa a quase 32 toneladas por mês. Atendemos hoje, principalmente, Pomerode, Florianópolis, Jaraguá do Sul, Joinville, Blumenau, São José, Balneário Camboriú e Gaspar”, explica Luiz.
Luiz explica ainda que há bastante procura e mercado para o ramo e enaltece que a marca é forte, mas a qualidade tem que estar aliada a ela para que o sucesso seja garantido.

Porcelana Schmidt: uma história de sucesso e lutas em Pomerode
Assim como a Indústria Weege, Pomerode teve uma outra grande potência matriz no ramo industrial. Fundada em Pomerode, no ano de 1945, a Porcelana Schmidt teve seu caminho inicial desviado. A ideia, segundo Rodolfo Schmidt, filho de um dos fundadores da indústria, era que a fábrica fosse instalada em Timbó. Mas a história da empresa começou muito antes da sua fundação na cidade.
Em 1929, Fritz Lorenz, um industrial bem sucedido, enviou para a Alemanha o jovem Fritz Herving Schmidt, com o objetivo de estudar na cidade de Bundslau, como era feita a cerâmica de Grés de Bundslau, muito típica e famosa na época. Lá, ficou até 1933, onde formou-se ceramista e voltou ao Brasil.
Segundo Rudolfo Schmidt, filho e sobrinho dos fundadores da Porcelana Schmidt, no retorno, Fritz Lorenz, com o conhecimento de Erwin Schmidt, abriu em Blumenau uma fábrica de cerâmicas de Bundslau. A fábrica em Blumenau não teve sucesso e a saída foi em 1933, montar na cidade de Mauá, em São Paulo, uma fábrica de Grés, uma porcelana fabricada a partir de pastas de quartzo, feldspato e caulino, e que tem uma coloração azulada. Porém, Lorenz também não obteve sucesso, pois o público brasileiro não se agradou desse produto.
Vendo essa situação, outro empreendedor da época, Hans Altenburg, sugeriu para que fosse aberta uma fábrica de porcelanas de laboratório. A ideia virou realidade e em 1937, o novo negócio foi inaugurado, também em Mauá. A empresa até teve sucesso, mas quando o fundador faleceu, nem os filhos, nem os irmãos Lorenz pretendiam tocar o negócio adiante. Dessa forma, Fritz Herving Schmidt, na companhia dos irmãos, fundou na mesma cidade a fábrica “Porcelana Real”, em 1943. Alguns anos depois, em 1945, os irmãos vieram para o Sul do país e tiveram a ideia de abrir a Porcelana Schmidt.
Mas a intenção era que a fábrica não fosse aberta em Pomerode. “Em 1945, meu tio, Arthur Schmidt, vinha de ônibus de São Paulo para Santa Catarina e o ônibus quebrou no meio do caminho. Nisso, o tio Arthur chamou um táxi, que era dirigido pelo Alvin Klotz, que acabou convencendo a família Schmidt a montar a fábrica em Pomerode, pois a ideia inicial era que a fábrica fosse instalada em Timbó”, relata.
Mas foi somente em 1956 que a empresa deu o grande salto que a colocou entre as maiores fabricantes de louça e porcelana do Brasil. Foi nesse ano que as empresas da família Schmidt assumiram o controle da Cerâmica Brasileira, em Campo Largo, a qual passou a denominar-se Porcelana Steatita. À frente estava o patriarca da família, Fritz Herving Schmidt. Em 1972, os controladores das empresas resolveram efetuar a fusão do grupo, que passou a denominar-se Porcelana Schmidt S/A.
Na época em grande expansão, a empresa chegava a produzir mais de um milhão de peça de porcelana, com uma vasta estrutura de 60.000m² e cerca de 1.500 funcionários. Depois de um tempo, por causa das importações da China, o grupo teve muitos altos e baixos. “As três fábricas estavam excelentes. Mas depois de um tempo, os diretores mandaram os funcionários para casa, desligaram os fornos por causa da crise; foi quando começou a decadência”, relata Rudolfo, um dos atuais acionistas da Porcelana Schmidt.

A saudade de quem fez parte dessa empresa
Na época, famílias inteiras ou trabalhavam ou eram “sustentadas” por trabalhadores das Porcelanas Schmidt. A empresa fez história no Brasil e até no exterior. Quem participou desse processo lembra, emocionado, de cada detalhe de como era a fábrica antigamente: uma mistura de imponência e referência de um bom emprego.
Exemplo disso é Lili Krieck. Ela começou a trabalhar na empresa aos 14 anos, e foi lá que encerrou sua carreira, 31 anos depois. Aos 44 anos se aposentou pela Porcelana Schmidt e, mesmo assim, ainda continuou trabalhando por um ano após isso.
Ela conta que era através deste salário que levava dinheiro para casa, para ajudar a sustentar a família, composta por outros cinco irmãos e a mãe viúva.
“Às vezes a gente se aborrecia no emprego, nunca mais queria pisar lá, queria ficar em casa. Mas não podíamos. A ‘Porcelana’ e o Weege eram as únicas empresas de Pomerode na época, ou era trabalhar lá, ou era ficar desempregado e sem dinheiro para o sustento”, relembrou.
Hoje, aos 73 anos, ela se lembra, saudosa, daquela época. “Chorei muito quando saí de lá, era uma grande família. Fiz muitos amigos na empresa, e muitos permanecem até hoje”, contou.
Prova disso é que, de acordo com Rudolfo Schmidt, “as pessoas, os ex-funcionários mais velhos, ainda têm carinho pela ‘Porcelana’, encontramos essas pessoas em casamentos, eventos, e elas sempre relatam a saudade pela empresa nos tempos antigos”, revelou.

A importância da China, a decadência da empresa
Com o alto índice de importação das porcelanas da China, o nível da produção e de vendas, obrigatoriamente teve que baixar. Os produtos chineses apesar de terem qualidade inferior aos produzidos no Brasil, têm os preços infinitamente menores. Esse foi um duro golpe para a indústria de porcelanas. Em 2008, a Schmidt entrou em um processo de recuperação fiscal e vem, desde àquela época, mantendo a produção, as exportações e o abastecimento do mercado interno. Em 2010, um grupo de acionistas assumiu a direção da empresa e, segundo Rudolfo Schmidt, que faz parte deste grupo, a empresa vem crescendo gradativamente. Atualmente, em Pomerode, com cerca de 190 funcionários, a produção mensal gira em torno de 600 mil peças; porém, os produtos não são nem decorados, nem faturados na cidade. Ambos os processos acontecem em Campo Largo, onde está situada uma outra fábrica do grupo.

Netzsch do Brasil: a primeira multinacional em Pomerode
Com o crescimento da cidade e do setor industrial em Pomerode, gerados principalmente pelas empresas que fizeram esta gama de negócios nascer na cidade, como a Porcelana Schmidt e a Indústria Weege, outros campos também tiveram sua oportunidade. A primeira multinacional a se instalar na cidade foi a indústria metal-mecânica Netzsch, originária da Alemanha. Com a denominação de Netzsch do Brasil, a empresa pertence ao grupo familiar alemão “Erich Netzsch Holding” e é a maior filial fora da Alemanha. Sua instalação em Pomerode aconteceu em 1973 e foi idealizada pelo fundador da empresa, na Alemanha, Erich Netzsch.
De acordo com o presidente do grupo Otto Max Schaefer, neto do fundador, o avô foi visionário e percebeu que o Brasil precisava, na época, de novos investimentos. E na década de 70 o mercado era propício para o setor metal-mecânico, principalmente para a questão de importação e exportação de produtos.
“Meu avô viu que o Brasil era, já naquela época, um país em desenvolvimento e crescimento muito significativos, pelas divisas internacionais que tem e pela facilidade de ligação com países da Europa, seja por avião ou navio. Ele estudou o país e chegou até Pomerode”, explicou Otto.
Na época, Erich Netzsch via como principal cliente em potencial a Porcelana Schmidt; pela fama nacional e pela grande produção. A ideia era a Netzsch ser “vizinha” da fabricante de porcelanas e, assim, proporcionar mais facilidade para a indústria de porcelanas e, em seguida, abrir mercado.
Porém, a tentativa não foi frustrada, mas não venderam em grande quantidade para este setor. Foi aí que começaram a investir em outros. “A partir daí, não parou mais”, completou o presidente do grupo.
Outro ponto que favoreceu a instalação da empresa em Pomerode, foi o idioma alemão. Conhecida desde muito antigamente pela difusão da língua estrangeira, essa condição se tornou propícia, principalmente pelas relações com a empresa matriz, na Alemanha.
“O clima, a qualidade do trabalho de mão de obra e os trabalhadores também chamaram a atenção do fundador da empresa e fecharam o ciclo que precisávamos para implantar a empresa aqui em Pomerode”, finaliza Otto Schaefer.

A Netzsch do Brasil nos dias de hoje
A empresa que hoje é responsável pela produção e comercialização de Bombas de Cavidades Progressivas para as Américas (Norte, Central e Sul) tem toda a produção concentrada na unidade fabril de Pomerode.
Segundo Sílvio Beneduzzi, diretor geral da empresa em Pomerode, a Netzsch possui uma linha de bombas voltadas às indústrias alimentícia, de bebida, de petróleo e gás, meio ambiente e energia, química, papel e celulose, farmacêutica e derivados de leite, onde inclui, além das Bombas de Cavidades Progressivas NEMO®, bombas centrífugas, bombas sanitárias, bombas de lóbulos, bombas para massas de alta viscosidade, bombas verticais e bombas dosadoras.
“Todos esses aspectos, tornaram a Netzsch uma referência mundial; mas isso é reflexo do trabalho desde cedo, desde a implantação da empresa em Pomerode”, definiu Sílvio.
Além da unidade fabril em Pomerode, a Netzsch do Brasil possui oito filiais próprias de vendas e serviços, incluindo: São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Centro-Oeste e filial de exportação para as Américas.
O Grupo Netzsch, atualmente, é líder mundial em Bombas de Cavidades Progressivas e possui também filial na China. Sua matriz localiza-se na Bavária (Alemanha).
Atualmente a Netzsch do Brasil possui 537 funcionários; deste total, 57 mulheres trabalham na empresa. Em Pomerode, a Netzsch possui 49 engenheiros, distribuídos em vários setores. O atual parque industrial possui 69.000m², distribuídos em diversos setores. Para o próximo ano, a ideia é expandir a estrutura para um terreno já comprado, no bairro de Testo Central. A expectativa é que este novo empreendimento tenha 80.000m²
Um dos pontos fortes da empresa, elencado pelo presidente, é a mescla de idade dos funcionários. “Precisamos dessa mistura de gerações, que é primordial para a empresa. É o conhecimento e a prática, que faz a fusão entre a inovação e a modernidade”, finaliza Sílvio Beneduzzi.

Cativa Têxtil: uma das primeiras empresas têxteis de Pomerode, hoje é referência nacional
A colonização alemã teceu o amor aos teares, aos tecidos e ao trabalho. Prova disso é a qualidade da mão de obra em toda a região, que faz do Vale do Itajaí um dos maiores polos têxteis do Brasil. Fundada em 1988, o início não foi fácil. A Cativa Têxtil, uma das pioneiras do ramo em Pomerode, iniciou suas atividades com apenas quatro máquinas de costura e um galpão alugado, de 250m². A empresa foi crescendo até se transformar numa das maiores indústrias têxteis do país.
De acordo com Gilmar Sprung, presidente da empresa, tudo começou quando foram feitas quatro amostras e ele mesmo foi para São Paulo, tentar vender o produto. “Eu ia de ônibus e já vendia, negociava cobrava o cliente e trazia os pedidos para Pomerode. Assim fazia algumas viagens e os negócios iam crescendo”, relembrou.
Em 1990, a Cativa se mudou para a primeira sede própria, aumentando a produção e a demanda de pedidos. Nos cinco anos seguintes, inclusive, a empresa abriu filiais em duas cidades vizinhas.
Atualmente, a Cativa está no ranking das cinco empresas que mais arrecadam no município. Segundo dados da Prefeitura Municipal de Pomerode, as dez primeiras empresas da listagem, fomentam 55,76% da economia da cidade.
Outra curiosidade ainda, segundo Sprung, é que em relações de arrecadação, das nove principais empresas de Pomerode, a Cativa é a única legitimamente pomerodense. Isto é, é a única cujos proprietários são nascidos na cidade.
Atualmente, só em Pomerode, a empresa possui 650 funcionários e em 2012 apenas, teve um crescimento de 23%. E este número aumenta para 35%, quando se fala da expectativa para 2013.
“Não posso dizer que já crescemos. Ainda temos muito o que crescer, em todo o grupo, nas várias cidades, são cerca de 1.700 funcionários. Mas ser referência em Pomerode, e também no país é uma grande satisfação, mas além disso é fruto de muito trabalho, de toda a equipe Cativa”, finaliza.

Pomerode em números
Diversos setores já foram destaque em Pomerode. A história da industrialização no município começou no ramo alimentício e passou pela porcelana. Atualmente, a indústria corresponde a mais de 80% de participação na economia da cidade. O comércio, serviços e agricultura e extrativismo fecham a conta, de acordo com o último levantamento da Ammvi.
Dentro do ramo industrial, três setores destacam-se, sendo metal-mecânico, têxtil e plásticos. Os demais ramos unem-se e atingem a marca de pouco mais de 25% na economia industrial.
Mesmo sendo uma cidade considerada pequena, Pomerode mostra sua força industrial acolhendo multinacionais e diversas outras empresas de vários segmentos. Com isso, além de mover a economia municipal, as indústrias mexem com o turismo, a hotelaria, os restaurantes e todos os setores da economia.
Não importa o tamanho de uma cidade, o importante é como ela é capaz de se desenvolver. E nesse quesito, Pomerode demonstra seu valor industrial e conquista mercado na região, além de espalhar o nome pelo mundo.

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