Mais uma etapa vencida
Depois de 55 dias do transplante, a medula recebida pelo pomerodense Simond Hoffmann pegou
Um ato de amor que pode salvar vidas. O transplante de medula óssea é, em vários casos, a única chance de sobrevivência de alguém com determinada patologia. Quem geralmente utiliza deste recurso são portadores de Leucemia, uma doença que, a cada ano, faz mais vítimas.
O pomerodense Simond Hoffmann foi diagnosticado com Leucemia no final de 2014 e desde então o homem enfrenta uma luta diária contra a doença. Foi internado com urgência em Blumenau no mês de janeiro e passou três meses e meio no hospital, recebendo tratamento intensivo contra a doença para que esta entrasse em remissão. Em março, de 2015 Simond pôde finalmente voltar para casa. Dai em diante começou a batalha em busca de um doador com a mesma compatibilidade, depois de muita busca a boa notícia veio, um doador do estado do Rio Grande do Norte era compatível com Simond e o transplante foi realizado no dia 02 de outubro, no Hospital Nossa Senhora das Graças, em Curitiba-PR. No mesmo local ele ficou internado por 32 dias, depois passou a morar em um apartamento próximo ao hospital para continuar a rotina médica.
No dia 27 de novembro, 55 dias após o transplante uma boa notícia foi dada a Simond e familiares. Após exames realizados foi confirmada a informação que a medula havia pegado. Adilson Hoffmann, filho do paciente, fala da alegria de quando receberam a notícia. “Nossa, até fico arrepiado. Estamos bem contentes, porque foi uma luta grande e agora estamos vendo esse avanço no tratamento.Nosso sentimento é inexplicável. A gente sabe de muitos casos de jovens que passam por isso e nosso pai, com 60 anos, passar por isso, para nós é um orgulho”, exalta.
Conforme explica o site da Associação de Medula Óssea, a ‘pega” da medular acontece quando a taxa de plaquetas alcança 20.000/mm³, sem necessidade de transfusão por dois dias seguidos e quanto os leucócitos ficam acima de 500/mm³, por dois dias também.
Simond deve ficar em Curitiba até janeiro, mês que completará 100 dias de transplante. É o prazo médico que é dado para a medula atingir a taxa de plaquetas necessária, durante esses dias o paciente passa por frequentes exames e medicações para estimular o funcionamento da medula.
Após a alta finalmente o pomerodense Simond deve voltar para casa. Os familiares esperam ansiosamente por esse momento. “Estamos ansiosos que ele venha para a casa, ele está se mostrando muito forte e sabemos que vencerá essa doença. Quando ele voltar terá um ano mais restrito, mas conforme os médicos nos adiantaram, após esse prazo ele pode, pouco a pouco, voltar a sua rotina normal. E é isso que esperamos”, finaliza.