Meio Ambiente

Mariposas: Por que estamos vendo mais delas em Pomerode e região?

Saiba o que atrai tantas mariposas e se há riscos para a população.

23 de julho de 2025

Foto: Isadora Brehmer / JP

Nas últimas semanas, moradores de diferentes regiões têm notado um aumento considerável no número de mariposas presentes nas áreas urbanas e rurais. A espécie avistada pertence ao gênero Dirphia sp., da subfamília Hermileucinae e família Saturniidae.

As mariposas são noturnas, amplamente distribuídas por toda a América do Sul e América Central. Conhecidas por suas asas largas e coloração em tons terrosos (como marrom, bege e ferrugem), geralmente decoradas com padrões de listras, manchas ou faixas transversais.

Embora o gênero Dirphia seja comum na região, o aumento expressivo de mariposas nas últimas semanas tem chamado atenção e gerado dúvidas sobre possíveis desequilíbrios ambientais, especialmente no que diz respeito à redução de predadores naturais das mariposas. No entanto, especialistas alertam, é cedo para fazer afirmações conclusivas sem estudos aprofundados.

Foto: Agnes Orzechowski

Entendendo o Ciclo de Vida
Para compreender esse fenômeno, é fundamental conhecer o ciclo de vida das mariposas. A espécie passa por quatro fases: ovo, lagarta, pupa e mariposa adulta. A partir do ovo depositado por uma mariposa, nasce a lagarta, fase em que o inseto consome grande quantidade de alimento, acumulando energia para a próxima etapa.

Na fase de pupa, a lagarta constrói um casulo e inicia a metamorfose, que pode durar várias semanas. Por fim, surge a mariposa adulta, cuja expectativa de vida varia entre 7 a 10 dias, período suficiente para acasalamento e postura de novos ovos, reiniciando o ciclo.

De acordo com a bióloga Agnes Orzechowski, são diversas possíveis explicações para o aumento recente da população “elevação na oferta de alimento para as larvas, redução de predadores naturais, tanto das lagartas quanto das mariposas adultas, ou ainda uma combinação desses fatores”.

Foto: Agnes Orzechowski

Riscos e Cuidados

A maioria das mariposas do gênero não representa ameaça direta a seres humanos ou animais domésticos. No entanto, é importante ficar atento à fase de lagarta, pois algumas espécies possuem estruturas urticantes que podem causar reações alérgicas e desconforto ao contato com a pele.

Para evitar o acúmulo de mariposas dentro de residências, recomenda-se a redução da iluminação artificial durante a noite, já que esses insetos são fortemente atraídos pela luz.
É importante lembrar que, neste período de alta presença, as fêmeas estão em fase de postura de ovos, o que pode resultar em nova geração de lagartas nos próximos dias.

Acompanhamento Fundamental

Biólogos avaliam o fenômeno, o mais importante é o acompanhamento contínuo da situação, “A presença acentuada dessas mariposas pode estar relacionada a fatores naturais e cíclicos, mas não descartamos interferências ambientais”, explica Agnes, bióloga de Pomerode. “Ainda é cedo para tirar conclusões, mas o monitoramento e possíveis estudos de campo serão fundamentais para esclarecer as causas.” Até lá, a orientação é de atenção, mas sem alarmismo.

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