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Um casamento à moda antiga

Pomerodenses inovam na hora do enlace matrimonial resgatando tradições de seus antepassados

13 de novembro de 2015

Tudo começou em maio de 2010 quando a professora Sheila Mara Largura, mais conhecida por Cachinho, retornou para o grupo folclórico Alpino Germânico, o qual já tinha participado anteriormente, de 1996 até 2001. Retornou por saudades, sem nem ao menos imaginar que entre seus amigos estaria seu grande amor, o mecânico de malharia Moacir Glatz, vulgo Gelo.

Gelo participava do grupo desde 2009 e quando Sheila retornou, logo ficaram amigos. “Ele me buscava para os ensaios, emprestava o casaco quando eu esquecia o meu. Em 24/06/2010 começamos a namorar. Em novembro do mesmo ano decidimos morar juntos e após quatro anos de ‘test drive”, decidimos oficializar o relacionamento e casar”, conta Sheila.

A data para oficializar a união foi marcada com um ano de antecedência para que o casal pudesse organizar, planejar e executar tudo apenas com ajuda de padrinhos, amigos e familiares. Mesmo com tanto a ser feito, o casal tinha uma certeza: a cerimônia seria nos moldes da cultura germânica.

“Como nos conhecemos no Grupo Folclórico Alpino Germânico, adoramos ir em festas alemãs para nos apresentarmos ou mesmo para curtir, aí pensamos em fazer nosso casamento nesses moldes. Seria a nossa cara e também pensamos que os convidados se sentiriam à vontade para se divertir assim como nós nos sentimos quando vamos a festas alemãs”, explica a noiva.

A cerimônia foi celebrada pelo Pastor Rolf Roeder e realizada na Igreja Evangélica de Confissão Luterana Cristo Redentor, no Ribeirão Herdt, onde Gelo e seus familiares sempre fizeram parte da comunidade. Para a festa, o casal escolheu o Clube Pomerode, pois também trabalham em eventos no local como garçons esporadicamente. “Minha sogra cozinha ali, o ecônomo Hebert é padrasto do meu esposo. Conhecemos bem a equipe da cozinha, garçons, são todos nossos amigos, sabíamos que nos apoiariam, dariam ideias e caprichariam na comida típica alemã”, revela Sheila.

Tema escolhido, local da cerimônia e da recepção dos convidados definidos, agora só restava torcer que os convidados entendessem a proposta do casal e entrassem no clima. E foi o que aconteceu. O casal conta que muitos dos convidados e padrinhos já tinham manifestado a vontade de adquirir um traje típico, mas sempre ficavam adiando. “Com o nosso casamento muitos aproveitaram a ocasião”.

E nem mesmo a decoração foi esquecida. Tudo foi planejado nos moldes típicos. “Pensamos em decorar nos moldes típico e customizado. Tivemos muita ajuda de padrinhos, familiares e amigos para confeccionar detalhes para a festa, como por exemplo as Edelweiss, usadas na decoração, já que a flor que representa o símbolo do amor não poderia faltar. Emprestamos de amigos bancos, bules de leite antigos, regadores, baldes de ferro, rodas de carroça, feno, barril, caixas de madeira, pertences utilizados pelos colonizadores alemães”, explica Sheila.

E nem mesmo as guloseimas e bebidas da festa foram esquecidas. Os bolos foram produzidos no formato de coração, já que os doces típicos da Oktoberfest de Munique presenteados entre as pessoas são nesse formato. “A bebida principal tinha que ser o chopp, servido em canecas personalizadas a qual os convidados levaram como recordação para usar em outras festas”.

Detalhes como o transporte e a música fecharam o casamento típico com chave de ouro. “Como transporte escolhemos a charrete, tão típica em Pomerode. Escolhemos uma banda que tocasse em festas típicas e que nós gostamos de dançar, a Banda Cruzeiro. Na entrada do salão fizemos a dança Siedlertal Hochzeitmarch que significa a marcha do casamento, depois dançamos com os padrinhos e amigos a Rock mi, dança que fez sucesso na Oktober de Munique. Nosso objetivo foi fazer uma festa simples e típica, dentro dos moldes que nós conhecemos e tanto gostamos de nos divertir”, finaliza o casal.

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