O rastro do mau cheiro
Moradores reclamam do chorume deixado pelo caminhão da SAMAE no momento da coleta do lixo orgânico
Não foi uma, duas ou três vezes que Márcio Schubert, bombeiro, reclamou da situação. Segundo ele, em um comentário postado nas redes sociais, o problema é semanal. Quando chega a quarta-feira, dia de coleta do lixo orgânico produzido pela corporação, o chorume deixado pelo caminhão do SAMAE, responsável pelo recolhimento, torna o cheiro insuportável, além de deixar a frente do prédio com um aspecto de sujeira e desleixo.
“Toda semana a mesma coisa, caminhão do SAMAE que recolhe o lixo orgânico vem prensar aqui no pátio dos bombeiros e fica vazando o chorume, fora a sujeira que fica, o cheiro é insuportável. Acredito que deva existir uma lei que determine que quem suje, limpe.Mas nesse caso, quem vai limpar?”, argumenta Márcio Schubert.
A alternativa encontrada é reunir o pessoal e passar a mangueira na tentativa de manter a limpeza e organização da corporação. Buscando uma solução, Márcio Schubert alega que entrou em contato com o SAMAE por diversas oportunidades. Segundo ele, a resposta é sempre a mesma. “Apenas disseram que eles deveriam fazer a prensagem numa boca de lobo, mas que isso não esta acontecendo”.
Marcio Scheidemantel, presidente do SAMAE, respondeu a crítica alegando que não há registro de nenhuma reclamação neste sentido. “Temos um atendimento no SAMAE somente para reclamações referentes ao lixo e não temos nenhuma ligação registrada”.
Complementando a postagem de Marcio Schubert, Jéssica Morgana relata que o problema não é exclusividade dos bombeiros. “Isso não acontece só ai, um tempo atrás também postei sobre (no meu perfil mesmo) e acredite, de nada adiantou. Se você for falar com eles vai ouvir cada coisa. Falo isso porque fomos conversar com eles (SAMAE) para saber o que poderia ser melhorado e para que isso não aconteça em nosso local de trabalho, já que é desagradável.De nada adiantou, falaram que os sacos estavam muitos pesados e rasgavam. Mas a questão é, cuidamos mais com o peso que deixamos os sacos, para que não aconteça mais, mas toda semana ocorre, e temos que ficar limpando, porque já desistimos de ficar se incomodando”.
Jéssica também cobrou uma resposta da autarquia, contudo, reforça que não está criticando o trabalho dos funcionários e sim cobrando uma solução para que o mesmo não comprometa a imagem de estabelecimentos comerciais, que acabam passando a imagem de desorganização e sujeira. “Respeito o trabalho deles, mas eles precisam respeitar os lugares onde os outros trabalham também. Sei lá se existe alguma outra maneira ao invés de prensar o lixo justamente ali, a céu aberto, no meio da rua”.
Questionado quanto a possível liberação de chorume no chão e em bocas de lobo, o que causaria contaminação do solo e de lençóis freáticos, o presidente da SAMAE alega que “contaminação já temos quando ocorre o vazamento de saco em nossa residência ou na calçada”.
O Jornal de Pomerode perguntou ainda ao presidente do SAMAE se existe alguma medida prevista para solucionar o problema gerado na coleta do lixo orgânico e ainda, qual seria a forma correta de coleta.
“Todos os caminhões estão com registro lacrado, este caminhão está substituindo outro novo que esta na revisão. Outro problema é que a chuva aumenta muito o volume de chorume, as vezes vazando pelo compartimento de reserva. Peço desculpas em nome do SAMAE. Já estamos apurando a situação dos bombeiros e conversaremos com os responsáveis para que o mesmo não aconteça mais em toda nossa cidade”, finalizou Marcio Scheidemantel.