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O rastro do mau cheiro

Moradores reclamam do chorume deixado pelo caminhão da SAMAE no momento da coleta do lixo orgânico

4 de novembro de 2015

Não foi uma, duas ou três vezes que Márcio Schubert, bombeiro, reclamou da situação. Segundo ele, em um comentário postado nas redes sociais, o problema é semanal. Quando chega a quarta-feira, dia de coleta do lixo orgânico produzido pela corporação, o chorume deixado pelo caminhão do SAMAE, responsável pelo recolhimento, torna o cheiro insuportável, além de deixar a frente do prédio com um aspecto de sujeira e desleixo.

“Toda semana a mesma coisa, caminhão do SAMAE que recolhe o lixo orgânico vem prensar aqui no pátio dos bombeiros e fica vazando o chorume, fora a sujeira que fica, o cheiro é insuportável. Acredito que deva existir uma lei que determine que quem suje, limpe.Mas nesse caso, quem vai limpar?”, argumenta Márcio Schubert.

A alternativa encontrada é reunir o pessoal e passar a mangueira na tentativa de manter a limpeza e organização da corporação. Buscando uma solução, Márcio Schubert alega que entrou em contato com o SAMAE por diversas oportunidades. Segundo ele, a resposta é sempre a mesma. “Apenas disseram que eles deveriam fazer a prensagem numa boca de lobo, mas que isso não esta acontecendo”.

Marcio Scheidemantel, presidente do SAMAE, respondeu a crítica alegando que não há registro de nenhuma reclamação neste sentido. “Temos um atendimento no SAMAE somente para reclamações referentes ao lixo e não temos nenhuma ligação registrada”.

Complementando a postagem de Marcio Schubert, Jéssica Morgana relata que o problema não é exclusividade dos bombeiros. “Isso não acontece só ai, um tempo atrás também postei sobre (no meu perfil mesmo) e acredite, de nada adiantou. Se você for falar com eles vai ouvir cada coisa. Falo isso porque fomos conversar com eles (SAMAE) para saber o que poderia ser melhorado e para que isso não aconteça em nosso local de trabalho, já que é desagradável.De nada adiantou, falaram que os sacos estavam muitos pesados e rasgavam. Mas a questão é, cuidamos mais com o peso que deixamos os sacos, para que não aconteça mais, mas toda semana ocorre, e temos que ficar limpando, porque já desistimos de ficar se incomodando”.

Jéssica também cobrou uma resposta da autarquia, contudo, reforça que não está criticando o trabalho dos funcionários e sim cobrando uma solução para que o mesmo não comprometa a imagem de estabelecimentos comerciais, que acabam passando a imagem de desorganização e sujeira. “Respeito o trabalho deles, mas eles precisam respeitar os lugares onde os outros trabalham também. Sei lá se existe alguma outra maneira ao invés de prensar o lixo justamente ali, a céu aberto, no meio da rua”.

Questionado quanto a possível liberação de chorume no chão e em bocas de lobo, o que causaria contaminação do solo e de lençóis freáticos, o presidente da SAMAE alega que “contaminação já temos quando ocorre o vazamento de saco em nossa residência ou na calçada”.

O Jornal de Pomerode perguntou ainda ao presidente do SAMAE se existe alguma medida prevista para solucionar o problema gerado na coleta do lixo orgânico e ainda, qual seria a forma correta de coleta.

“Todos os caminhões estão com registro lacrado, este caminhão está substituindo outro novo que esta na revisão. Outro problema é que a chuva aumenta muito o volume de chorume, as vezes vazando pelo compartimento de reserva. Peço desculpas em nome do SAMAE. Já estamos apurando a situação dos bombeiros e conversaremos com os responsáveis para que o mesmo não aconteça mais em toda nossa cidade”, finalizou Marcio Scheidemantel.

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