Lavoura urbana
No dia 28 de julho, é comemorado o dia do agricultor e o Jornal de Pomerode buscava algum personagem para ilustrar esse dia dessa profissão essencial para nossa vida, afinal é do campo que vêm todos os alimentos que compramos e nos alimentamos. E quando nos temos conta, nosso personagem estava na nossa frente, literalmente.
No dia 28 de julho, é comemorado o dia do agricultor e o Jornal de Pomerode buscava algum personagem para ilustrar esse dia dessa profissão essencial para nossa vida, afinal é do campo que vêm todos os alimentos que compramos e nos alimentamos. E quando nos temos conta, nosso personagem estava na nossa frente, literalmente.
A paixão pela terra, pelo cultivo de alimentos, sempre esteve na vida de Mário Glatz. É tanto gosto pela agricultura que ele consegue, em um pequeno lote no centro da cidade (em frete à sede do JP), produzir o que a família precisa para comer. No terreno ele planta de temperos à aipim e relata que faz porque gosta.
Ele conta que sempre sonhou em ser agricultor, ter uma terra para cultivar alimentos, mas ao mesmo tempo, ele nunca quis ficar longe da cidade. “Gosto de ficar perto de tudo, cheguei a procurar um sítio para comprar, mas todos eram afastados da cidade, por isso tenho esse terreno aqui”.
No dia em que conversamos com o seu Mário, ele estava fazendo uma nova cerca no terreno, colocando os postes, nivelando tudo com cuidado. Com a ajuda do filho, em pouco tempo instalaram os mourões e passaram o arame farpado.
Enquanto conversávamos, alguns passarinhos pousavam no chão recém-arado em busca de alimento, a presença dos companheiros justifica as telas em cima dos pés de couve e de alface. A intenção de plantio agora é batata e aipim. A aragem do terreno foi terceirizada. “Se fosse fazer todo esse terreno à mão [a aragem], levaria, no mínimo, uma semana”.
O agricultor urbano revela que apenas utiliza esterco de animais na adubação da pequena lavoura. “É mais caro que utilizar produtos químicos, mas eu penso na saúde, na qualidade dos alimentos que eu vou tirar daqui. Às vezes sai até mais caro eu plantar aqui do que comprar no mercado, mas eu gosto disso, de lidar com isso”.
Mas o consumo baixo dos alimentos que planta tem levado seu Mário a diminuir a quantidade e a área plantada no terreno. “Muitas vezes nós vendemos, ou até distribuímos o que sobra”.
Feliz dia do agricultor a todas essas pessoas que dedicam seu suor e trabalho para que todos tenham alimento em suas mesas!