O bom de ser criança
Com a influência dos avós, brincadeiras antigas ainda são preservadas em uma residência no Centro de Pomerode. O
pequeno Lorenzo sabe que se sujar faz bem e que estar fora de casa é tão bom quanto divertir-se com a tecnologia
‘Amarelinha”, ‘roda” e ‘marcha soldado” são brincadeiras que muitos pais e avós pomerodenses vivenciaram quando eram crianças. Elas continuam a ser vistas em nossa cidade, mas, com menor frequência, tendo em vista que outros tipos de diversão como videogames, computadores e televisão tem tomado conta da rotina da criançada.
Mas, em alguns casos, as antigas brincadeiras ainda prevalecem e são herdadas dos avós. Esse é o caso de Lorenzo Tambosi, de dois anos e nove meses, que, enquanto os pais trabalham, fica com os avós Iracema e Baldur Schuldt.
Dona Iracema conta que tem três netos e todos eles são “caseiros” no momento da diversão. O caçula, Lorenzo, gosta mesmo é de se divertir no pátio da residência. “Lorenzo mora em apartamento e fica conosco todos os dias. Então, aqui, deixamos ele se divertir do jeito que tem que ser, se sujando, brincando com as galinhas, fazendo comida de mentira e até de marcha soldado. Ele corre o dia todo”, revela.
Para Iracema, além de serem saudáveis, esses momentos a fazem relembrar da sua própria infância. “Lembramos dos nossos momentos no sítio, nossas brincadeiras. Esse é um momento no qual brincamos com nosso neto e uma maneira de mostrar a ele como a gente se divertia.e, além disso, preservar essas brincadeiras tão inocentes e que nos alegraram quando éramos crianças. Dá, inclusive, saudade”, frisa.
Ser criança é dar vida à imaginação, ser inocente e não ter medo de ser feliz. O pequeno Lorenzo, que é só sorrisos, sabe que, quando crescer, vai poder passar os ensinamentos dos avós aos seus filhos também. E, mais do que isso, vai saber que brincadeiras consideradas antigas não perdem a graça jamais.