Teatro Biriba deixa Pomerode
Após temporada em Pomerode, Biribinha segue para Timbó, onde deve permanecer por pouco mais de um mês
Quando o anúncio de que o Circo Teatro Biriba chegaria a Pomerode foi efetuada, a comunidade já aguardava ansiosa pelos espetáculos.
Durante mais de 30 dias, dezenas de peças teatrais foram apresentadas sem repetição. “Durante o período em que estivemos na cidade, nenhuma peça foi reprisada, com exceção do “Biribinha em os 150 tons de cinza”, que na primeira apresentação esgotou os ingressos e na segunda registrou cerca de 90% da lotação. O nosso diferencial é, com certeza, interagir com a plateia e com os pontos da cidade. Estes são ingredientes que dão certo”, frisa Biribinha.
Desde sua fundação, esta é a quinta vez que o Circo está em Pomerode. A primeira vez e segunda vez, nos anos de 1968 e 1973, a coordenação ainda era do avô de Adriano. As três temporadas seguintes, já sob comando de Adriano Franco, ocorreram em 2003, 2008 e julho deste ano.
Apesar de não ser a mais extensa, para Adriano, esta temporada foi a mais intensa. “Nossa lotação é de 570 pessoas e a casa estava cheia todas as noites, com as pessoas interagindo. É muito bom ver que nosso público é composto por crianças, adultos, idosos, sejam homens ou mulheres”, completa.
O Circo é composto por 22 pessoas, entre adultos e crianças, onde as gerações estão seguindo os passos circenses e permanecendo na profissão.
Para quem pensa que o circo trabalha apenas durante o espetáculo, muito se engana. As atividades começam cedo e, muitas vezes, contam ainda com apresentações em empresas e cidades próximas à temporada.
Para o artista, a missão é fazer com que as pessoas esqueçam as mazelas da sociedade e possam se divertir, se entreter, esquecer das coisas ruins e de seus problemas. “O improviso dá cor e sabor ao espetáculo e a empatia que temos na região é reflexo do respeito que temos”, finaliza.
A última apresentação ocorreu na segunda-feira, 31 de agosto, e já deixou saudades. Agora, o Circo segue para a cidade vizinha de Timbó, onde deve permanecer por cerca de 40 dias antes de seguir a Itajaí. Em Pomerode, novamente, não há previsão de temporadas.