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Corpo de criança refugiada afogada aparece em praia na Turquia

A imagem chocante de um menino encontrado morto em uma praia da Turquia viralizou na internet e redes sociais
nesta semana. As fotos viraram símbolo da crise migratória que já matou milhares de pessoas do Oriente Médio e da
África

3 de setembro de 2015

O corpo do menino apareceu nesta quarta-feira (2) em Bodrum, na Turquia, depois que duas embarcações com imigrantes naufragaram. Pelo menos nove sírios morreram, segundo a agência AFP — outros veículos já citam 12. As duas embarcações haviam partido de Bodrum e tentavam chegar à ilha grega de Kos, anunciaram as autoridades locais.

O menino era provavelmente um dos cerca de 12 refugiados sírios que morreram afogados após seus botes afundarem próximo à península de Bodrum — um balneário com resorts de luxo frequentados por praticantes de mergulho — numa tentativa de chegar à ilha de Kos, na Grécia.

Pelo menos uma mulher e cinco crianças estavam entre as vítimas da travessia fracassada. Segundo o governo grego, eles fugiam do Estado Islâmico na Síria.

Kos tem sido o destino buscado por milhares de refugiados que tentam chegar à Europa. Apenas nesta quarta, 2.500 deles chegaram ao local a bordo de 60 botes e barcos precários.

Grave crise


O mundo enfrenta a pior crise de refugiados desde a Segunda Guerra Mundial, segundo organizações como a Anistia Internacional e a Comissão Europeia. Mais de 350 mil imigrantes atravessaram o Mediterrâneo desde janeiro deste ano e mais de 2.643 pessoas morreram no mar quando tentavam chegar à Europa, segundo dados da OIM (Organização Internacional para as Migrações).

Quase 220 mil chegaram à Grécia e quase 115 mil, à Itália. Mais de 2 mil chegaram à Espanha e uma centena a Malta. O número no decorrer de 2015 supera com folga o total de 2014, quando 219 mil migrantes tentaram atravessar o Mediterrâneo.

A maioria dos migrantes que chegam à Grécia por mar são sírios em fuga da guerra em seu país. Entre os que chegaram à Itália, os mais numerosos são os eritreus.

A travessia do Mediterrâneo é feita em botes ou em embarcações superlotadas, sem os mínimos requisitos de segurança, por traficantes de pessoas. A viagem pode custar mais de R$ 10 mil por pessoa, o que torna o negócio altamente lucrativo – uma única embarcação pode render US$ 1 milhão.

Com informações do G1


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