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A polêmica das multas

Que a fiscalização eletrônica veio para tentar diminuir a violência no trânsito pomerodense, isso é inegável. No entanto, desde o dia 1º de maio, quando ela voltou a funcionar, os pomerodenses começaram a sentir no bolso os seus efeitos, em virtude das multas aplicadas. A grande revolta da população não é a fiscalização propriamente dita, mas a forma como ela está sendo realizada.

1 de junho de 2015

Que a fiscalização eletrônica veio para tentar diminuir a violência no trânsito pomerodense, isso é inegável. No entanto, desde o dia 1º de maio, quando ela voltou a funcionar, os pomerodenses começaram a sentir no bolso os seus efeitos, em virtude das multas aplicadas.A grande revolta da população não é a fiscalização propriamente dita, mas a forma como ela está sendo realizada. Nas redes sociais, nas últimas semanas, também bombaram reclamações sobre o excesso de multas aplicadas.
Algumas pessoas procuraram o Jornal de Pomerode para questionar sobre o assunto, como, por exemplo, o excesso de autuações e para onde o dinheiro das multas é enviado. Paulo Afonso Schmitz trabalha na cidade e Blumenau, percorrendo, diariamente, cerca de 100 km. Ele relata que passa por inúmeros semáforos e que todos estão bem sinalizados. O grande problema está na má sinalização naquele que está localizado na Rua Presidente Costa e Silva, no cruzamento com a Rua Gustav Weber. Apesar de ser um dois mais ‘inteligentes do nosso município, a informação quanto à fiscalização eletrônica deixa muito a desejar. As placas estão localizadas muito longe e, em muitos casos, a visão fica prejudicada. Por exemplo, na direção Centro-bairro, ela fica em uma curva, logo depois de um cruzamento e uma ponte. Fica difícil para o motorista ver. No sentido contrário, está na frente de uma empresa de ônibus, muitas vezes sendo encoberta pelos mesmos. Esta situação está induzindo o motorista a levar multas, relata.
Na maioria dos casos, as infrações acontecem por, justamente, o condutor não visualizar as placas adequadamente. O engraçado é que mais perto existe uma placa mostrando a velocidade de 50 km/h, mas não informando sobre a fiscalização eletrônica. Isso faz com que o motorista acelere, caso o semáforo esteja próximo de ficar vermelho. Acredito que esta seja a reclamação da maioria das pessoas, diz, acrescentando que, pelo menos, 10 amigos próximos foram autuados pelo mesmo motivo. Inclusive ele, que desde o dia 11 de junho, foi notificado em três oportunidades.
Segundo Paulo, o grande problema é que naquele trecho, existem muitos fatores para o motorista estar focado. O próprio semáforo é um deles, por isso, fica complicado prestar atenção nas placas. Se houvesse alguma indicação em cima dele, como acontece em outros pontos, com certeza, as multas diminuiriam, bem como a revolta da população, finaliza.

Redes sociais – Muito presentes na vida de todos, as redes sociais se tornaram uma ferramenta de troca de informações muito grande. Por meio delas, a situação das multas e do trânsito pomerodense em geral foi evidenciada.
Joyce Patrícia Reinert foi uma das que postou algo em seu perfil, dizendo estar decepcionada com o trânsito de Pomerode. Lembro que na época da propaganda política foram vistos mil defeitos no Centro. Disseram que estava uma vergonha e era a primeira coisa que iriam resolver, até foi usada a expressão de fila indiana, que era um absurdo. Sabemos que se têm quatro anos para modificar muita coisa, mas em seis meses não teria como resolver algo que se achava tão absurdo antes?
Ontem meu pai quase foi atropelado em frente à Farmalan. Motivo? Falta de faixas, fila indiana, falta de agentes de trânsito, principalmente nos horários de pico. Hoje um ônibus fica todo arranhado por causa daqueles ‘palitos verdes. Pela segunda vez vejo isso e o motorista comentando ‘passo por fora, mas nessa cidade não volto mais. Que vergonha!!!
Mas, em compensação, temos os radares na cidade. Todo dia vejo um amigo dizendo que foi multado. Lógico, um trânsito onde aqui é 60 km/h, na mesma via 40 km/h e, ainda é 50 km/h no semáforo. Padronizar para quê? Reduzir apenas em creches e escolas, para quê?
Melhor é multar, fazer as pessoas ficar apenas de olho no velocímetro e placas e esquecer-se de olhar para os carros e pedestres. E esse dinheiro, está sendo investido para melhorar o trânsito? No Centro não vi mudanças. E em outras ruas vejo pessoas postando que existem buracos de todo o tamanho. É uma menina que se machuca, cai por causa de um buraco, aí lemos que não é a primeira a cair. O que está acontecendo? É só multar e resolver os problemas nas ruas, vias e centro da cidade? Decepção!!!

A palavra do Poder Público – Em matéria veiculada na edição 618 do Jornal de Pomerode, a Gerência de Trânsito de Pomerode (Getran) explica esta situação. Nosso objetivo é educar os condutores que, de alguma forma, estão infringindo as leis de trânsito e preservar pela segurança da comunidade, ressalta a autoridade de trânsito, Tatiana Leite Slomp. O excesso de multas também não foi comprovado pelos números registrados pela Getran no primeiro mês de fiscalização eletrônica. Durante o mês de maio foram fiscalizados nas vias pomerodenses 1.635.118 veículos e, destes, menos de 0,3% sofreram algum tipo de notificação.
A Getran explica ainda que todo o dinheiro arrecadado com a fiscalização eletrônica vai para uma conta mãe, de onde são descontados o pagamento da locação do equipamento, 5% para O CIASC (Centro de Informática e Automação do Estado de Santa Catarina), 5% para o FUNSET (Fundo Nacional de Segurança e Educação de Trânsito), JARI (Junta Administrativa de Recursos de Infrações), correio, publicações legais e ações em conjunto como campanhas educativas.
Destes descontos, o valor final é dividido entre três instituições nas seguintes porcentagens: 31% para a Polícia Militar, 31% para a Polícia Civil e 38% para o Getran.
No caso de fiscalização por agentes de trânsito, o pagamento da locação do equipamento de fiscalização eletrônica não é contabilizado. No entanto, é substituído pelo material utilizado para a aplicação da infração.
Todos os investimentos devem cumprir o artigo 320 e a Portaria 407, anteriormente citados.

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