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Casa centenária

Em Testo Alto, a Casa Zumach faz parte da Rota do Enxaimel e ajuda a contar um pedacinho da história do município

24 de agosto de 2015

Na altura do número 7097 da rua Testo Alto está situada a Casa Zumach. Embora não haja uma precisão sobre o período de existência, muita história já aconteceu por ali. A casa é apreciada por quem faz o trajeto na região, há cerca de 100 anos. 
No passado, o lugar já foi ponto de venda de secos e molhados. Lá funcionava, as quartas-feiras e aos sábados, a filial do Comércio Haut. O espaço é dividido por uma casa nos fundos e a principal a frente. O empreendimento acontecia na casa principal e nos fundos vivia a família Zumach, que se mudou para a residência em enxaimel motivada a ganhar mais facilidade de acesso. Antigamente a família vivia em uma casa no alto de um morro e levar as compras do mês para casa era algo complicado. Com a mudança tudo acabou ficando mais simples.

A família Zumach vive na casa por aproximadamente 30 anos. Quando o comércio funcionava na casa da frente, eram os comerciantes que pagavam a conta de luz. Depois houve a desistência. O comércio fechou e a família Zumach se mudou para a casa da frente.

A Casa Zumach foi tombada como patrimônio cultural em 21 de novembro de 2002. No ano de 2001, o antigo anexo de madeira, situado aos fundos, foi substituído por um de alvenaria. Atualmente as áreas de trás e da frente fundem-se em um só imóvel.

Há alguns anos a Casa Zumach também foi ponto de parada da caminhada noturna, onde os participantes esportistas davam uma trégua para se reabastecer e seguir o trajeto. Agora, durante o evento, os atletas apenas passam em frente a casa que integra a paisagem campestre, da calmaria do bairro de Testo Alto, quebrada ora pelo canto dos passarinhos, ora, pelo mugido dos bovinos, ou pela agitação do vento que provavelmente zangou-se com as folhas de uma grande árvore e decidiu carregá-las para bem longe.

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