O mundo através de uma lente
Dia 19 de agosto é comemorado o Dia Mundial da Fotografia. A história conta que sua origem remete a Leonardo da Vinci, que usava uma câmara escura para esboçar retratos. Oficialmente, a primeira fotografia permanente foi tirada em 1826, pelo físico francês Joseph Nicéphore Niépce, da janela de seu quarto. A exposição demorou nada menos que oito horas.
Dia 19 de agosto é comemorado o Dia Mundial da Fotografia. A história conta que sua origem remete a Leonardo da Vinci, que usava uma câmara escura para esboçar retratos. Oficialmente, a primeira fotografia permanente foi tirada em 1826, pelo físico francês Joseph Nicéphore Niépce, da janela de seu quarto. A exposição demorou nada menos que oito horas.Anos se passaram e o processo foi evoluindo. Em 1885, George Eastman desenvolveu o papel fotográfico. Em 1888, as câmeras chegaram às lojas eram as Kodak, também conhecidas como câmeras caixão, pelo formato preto e simplicidade de funções. Mas o advento só chegou para as massas em 1900, com a invenção da Brownie: uma câmera compacta que foi um sucesso até a década de 1960. A revolução no mundo fotográfico começou em 1925, com a Leica I, a primeira câmera 35mm. E então, após muitos anos, a primeira câmera digital foi comercializada. Em 1990, a primeira máquina digital profissional foi a Kodak DSC-100, de 1.3 Megapixels, e custava a bagatela de US$ 13 mil. A tecnologia evoluiu tanto que, hoje, tal resolução consegue ficar abaixo de muitos celulares e webcams.
Agora a pergunta que não quer calar: por que temos fascínio por fotografia? Aquela fração de segundo congelada no tempo, o impacto que a imagem nos causa, aquele momento decisivo em que o fotógrafo opta por apertar o disparador e registrar, sob o seu olhar, o mundo. Com a chegada da era digital, a fotografia se tornou um passatempo universal sempre presente no nosso cotidiano e, a cada clique, consegue ficar ainda mais viciante e apaixonante.
Fotografias podem ser mais memoráveis do que imagens em movimento, porque são uma fatia do tempo. Tais fatias são, para quem fotografa obras, criações de seu próprio universo. A percepção ou manifestação da criatividade. E é por isso que continuamos sempre buscando, registrando, e também nos remoendo por aquelas fotos que perdemos, já que, como o tempo, os instantes nunca voltam.