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Capítulo novo de antigas necessidades

Moradores da rua Anna Utpadel se reúnem e questionam parecer da prefeitura sobre falta de obras no local

30 de julho de 2015

Na última quarta-feira, 22 de julho, moradores da rua Anna Utpadel se reuniram para se manifestar, sobre o parecer que a prefeitura deu à reportagem do Jornal de Pomerode veiculada na edição 829. 

A rua deveria ter sido pavimentada com lajotas em janeiro deste ano, mas a prefeitura de Pomerode informou que as obras foram suspensas devido a problemas documentais, causados pela falta de cem por cento de adesão ao sistema de mutirão. Os moradores negaram a afirmação e explicaram que as obras nunca começaram. Elas foram adiadas por causa de problemas na tubulação da rua.

 
De acordo com o residente local, Marcos Aurélio, a motivação da reunião foi gerada pela indignação e busca pela verdade. “Moro aqui há vinte anos e a rua está do mesmo jeito. O que nos motivou a nos reunir foram as declarações da prefeitura que saíram na matéria veiculada pelo Jornal de Pomerode na semana passada, afirmando que as obras na rua já haviam começado e que os maquinários estiveram aqui e depois foram retirados, mas nada disso aconteceu. Temos o esgoto lá praticamente a céu aberto, feito pela prefeitura e abandonado. O secretário disse que aquilo não é esgoto, que são águas pluviais e que a causa do esgoto vem de moradores da rua que não têm filtro nem fossa, mas todos nós temos. Gostaria que o secretário viesse olhar a rua, ele nunca veio para ver realmente o que é aquilo. Nós tínhamos firmado um convênio com a prefeitura, com a Secretaria de Obras, para iniciar o calçamento da rua. Isso já era para estar pronto, mas ficou por isso mesmo. Nada foi feito e a prefeitura agora está jogando a culpa para os moradores e nós não concordamos com isso. O que nós queremos é a verdade”, explica.

Outro morador, José Tambosi, concorda com o vizinho. “Estão botando a culpa em cima de nós de uma coisa que não é verdade. Aqui não apareceram máquinas. Nós não concordamos é em fazer a pavimentação sem antes arrumarem a rede de esgoto”.

O problema afetou também a moradora Catarina V. Klenz, que não conseguiu resolver um problema em sua casa devido aos problemas da rua. “Na frente da nossa casa houve um vazamento de água em outubro e abriram um buraco para resolver o vazamento. Fizeram no lugar uma instalação superficial e me avisaram que não poderiam fazer um serviço mais bem feito pois estariam esperando a troca de tubulação, que a prefeitura deveria fazer”. O marido de Catarina, Moacir Klenz, ainda traz a tona o problema do esgoto da rua. “Na época em que foi feita a obra de estação de elevatório, o próprio mestre de obra falou que o esgoto que entra na rua vai até o poço em frente a estação de tratamento do Samae. O mestre de obras me garantiu que o esgoto das casas que estão localizadas depois da estação, continua indo direto para o rio e não entra na estação. Ele utilizou a expressão água não corre rio acima”, lamenta o morador.

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