Muitas ruas, um desejo: a pavimentação
No fim do ano passado, lista com 38 ruas a serem pavimentadas foi divulgada pela Prefeitura. Hoje, cerca de seis
meses depois, nenhuma delas foi concluída. Saiba o parecer de cada rua, de acordo com a Secretaria de Planejamento
É nos dias de sol e calor que os desprazeres de ruas não pavimentadas são mais sentidos. Abrir as janelas para respirar o ar puro que ainda brota nas regiões do interior nem sempre é uma realidade. Manter as residências limpas é uma briga constante com vassouras e baldes de água.
Para os moradores de dezenas de ruas em Pomerode, viver em uma rua pavimentada ainda faz parte de um antigo sonho. O desenvolvimento das cidades acontece, mas muitas ainda pecam nas necessidades básicas.
No fim do ano passado, a Secretaria de Planejamento e Meio Ambiente de Pomerode divulgou uma lista com 38 ruas, nos mais diversos bairros da cidade, que seriam contempladas com a pavimentação.
Destas, apenas duas iniciaram suas obras e outra já tem data prevista para começar. As ruas Alberto Spredemann, no Ribeirão Areia, e a Waldo Struck, em Testo Central, devem ser finalizadas nos próximos meses. E no dia 22 de junho está previsto o início das obras na rua Anna Utpadel, no Centro. E as demais, como ficam?
O Jornal de Pomerode foi verificar a situação das outras 35 ruas junto à Secretaria. Foi constatado então que, segundo o Secretário de Planejamento e Meio Ambiente, Maurício Gorigoitia Vega, há pelo menos três situações distintas.
Algumas vias aguardam a assinatura do convênio para licitação, outras estão em fase da assinatura de contratos de mutirão. Há ainda, as que estão efetuando suas primeiras reuniões e as que aguardam análise de financiamento.
O Secretário explica ainda que nem todas as ruas serão pavimentadas pelo sistema de mutirão. “Existem várias ruas onde não se tem os aderentes necessários e, a princípio, estas ruas não receberão pavimentação. Existem também vias conveniadas e outras em análise de financiamento”, conta.
A maior dificuldade encontrada pelo executivo, segundo Maurício, é o bloqueio de dotação. “A grande dificuldade é o bloqueio da dotação para a infraestrutura, por estarmos com o orçamento sob júdice. Outro problema é a antiga promessa de que os moradores não precisam pagar pela pavimentação”, completa.
Após a veiculação da lista com as ruas a ser pavimentadas, seis meses já se passaram e nenhuma obra foi concluída. “Estamos trabalhando para ver até onde conseguimos”, revela o Secretário sobre o trabalho futuro para a conclusão dos trabalhos em todas as vias.
Os encontros com os moradores acontecem para discussão sobre a pavimentação e, nelas, são tomadas as decisões. “As reuniões passam pelos seguintes passos: Primeira reunião: para apresentar o projeto e a escolha do tipo de pavimentação;
Segunda reunião: apresentação das empresas (valores e parcelamento) e entrega das fichas de adesão; Entrega das fichas para a empresa para verificação; Se houver adesão de 100% vai para elaboração dos contratos; Se não, se faz a avaliação dos imóveis e encaminha-se para Edital de Contribuição de Melhoria; Com os contratos em andamento, inicia-se a parte de infraestrutura pelo município; Com os contratos assinados e a infraestrutura pronta, inicia-se a fase de pavimentação”, explica Maurício.
O Secretário finaliza afirmando que nenhuma rua foi inclusa ou excluída da relação. No entanto, nas ruas em que não houver aderentes, também não haverá obra.