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Crime contra animais

Moradora da rua Luiz Alves, no Centro de Pomerode, denuncia possível caso de envenenamento de gatos

25 de junho de 2015

Cansada de ver seus animais de estimação falecendo, em decorrência de causas incomuns, uma moradora da rua Luiz Alves, no Centro de Pomerode, decidiu se manifestar e denunciar um possível caso de envenenamento. Recentemente um de seus gatos morreu após apresentar uma crise convulsiva e a moradora acredita que o problema não foi causado de modo natural. Isso porque a situação já havia acontecido com outro gato no ano passado.

De acordo com nota divulgada pelo portal “Cães amigos”, envenenamentos são ocorrências comuns nas clínicas veterinárias. Os gatos sofrem mais com envenenamentos, propositais ou não. No entanto, as clínicas recebem mais casos de cães envenenados. Os gatos são mais atingidos por toda forma de violência e não é diferente no caso dos venenos. Mas, apesar disso, os cães vêm em maior quantidade à clínica para atendimento emergencial, porque os gatos costumam passear sozinhos, acabam ingerindo veneno fora de casa e morrendo sem socorro. Enquanto que os cães, normalmente, são envenenados no próprio quintal de casa ou nos passeios com o proprietário, facilitando a descoberta do envenenamento.
Mortes por envenenamento lideram o “ranking” de mortes abruptas, seguidos por mortes por atropelamento. Os envenenamentos mais comuns acontecem com rodenticidas anticoagulantes, os mata-ratos e com estricnina.

Através dos sintomas é possível ter uma ideia do veneno usado. Por exemplo: com rodenticidas anticoagulantes, o animal tem hemorragia, as mucosas ficam pálidas, ocorre letargia e depressão. Com a estricnina ocorrem convulsões, rigidez muscular, taquicardia, hipertermia, apneia e vômito.

Punição – Envenenar animais é um crime previsto na Lei de Crimes Ambientais, segundo explica a ONG “Tribuna Animal”. Nesta Lei consta que, quem praticar ato de abuso, maus tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos, nativos ou exóticos é penalizado com detenção de 3 meses a um ano e multa. Mas se o acusado praticou um crime de menor gravidade (como é considerado o envenenamento de animais) e não cometeu delito nos últimos 5 anos, a Lei permite ao Juíz substituir a pena de detenção por multa revertida em bens como cestas básicas e cobertores ou prestação de serviços à comunidade.
Para castigar ou, ao menos, incomodar o envenenador, deve-se evidenciar a autoria dele e sua intenção em cometer o crime. Ao encontrar um animal morto com suspeita de envenenamento, tire várias fotos em vários ângulos, para mostrar onde foram encontrados o animal e os restos do alimento suspeito de conter veneno. Leve tudo (o animal e o alimento) para um veterinário pois ele poderá encaminhá-lo a um órgão competente para fazer a necrópsia e emissão de um laudo oficial da causa da morte. Consiga testemunhas ou outros fatos relacionados ao envenenamento. Já de posse do laudo e com as fotos, vá a delegacia com as testemunhas munidas de RG e faça um BO (Boletim de Ocorrência).

Se além de matar o animal, o veneno venha a afetar alguma pessoa, o crime torna-se mais grave, podendo ser qualificado como tentativa de homicídio.

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