Pomerode fica sem o Rally de Velocidade
Etapa aconteceria em julho no município e foi cancelada
Em julho, Pomerode receberia um evento que vem sendo realizado na cidade durante algum tempo: o Campeonato Brasileiro de Rally de Velocidade. Novamente, como em 2012 e 2013, o município vai ficar de fora de um evento com representatividade. Conforme informação da Federação de Automobilismo de Santa Catarina (Fauesc), em documento expedido no dia 5 de junho, o cancelamento da prova na cidade se deve em função do bloqueio da verba de patrocínio pela Câmara de Vereadores do município.
Procurado pela reportagem do Jornal de Pomerode, o presidente da Câmara, Amarildo da Silva, relatou que em nenhum momento a Câmara de Vereadores de Pomerode foi procurada pela Funpeel, Executivo ou Federação para tratar sobre o assunto. “Nem para custeá-lo, nem sobre sua realização. Infelizmente estamos sendo acusados de algo que nem sequer tomamos conhecimento. Não cabe ao poder legislativo promover eventos. Esta função é específica do Executivo e de suas autarquias e fundações”, encerra Amarildo.
Ouvido pelo JP, o presidente da Funpeel, Célio Schlingmann, explica a situação que envolve o assunto. “No final do ano passado, nós já sabíamos da situação dos precatórios que teriam que ser pagos até o dia 31 de dezembro deste ano. Temos a tal da crise também, que atinge a arrecadação dos municípios. No final do ano passado teve uma reunião com a promotora Márcia e alguns representantes da Câmara, onde foi explicado o que iria acontecer sobre os precatórios. Então foi pedido à Câmara de Vereadores ajuda com algum valor da arrecadação que fica com ela. Na maioria das vezes eles não utilizam tudo ou parte dela. Então foi solicitado para que este dinheiro voltasse logo no começo do ano para não faltar como está acontecendo agora”. Ainda segundo Célio, por não haver o diálogo entre o poder legislativo e executivo, foi feita uma ação judicial do executivo para que a Câmara repasse o valor para ajuda. “Foi tirado da Funpeel R$ 462 mil. Seguramos de janeiro até agora. Tudo está em risco. Daqui para frente não tenho mais dinheiro. Estou de mãos atadas”, encerra Célio.
Conforme Frank Utech, gerente da empresa Pousada Dein Haus, que é conselheiro da Fesporte e integrante da Avip, a perda do evento é grande para Pomerode. “Ele traz um retorno fantástico. De imediato ele traria aproximadamente 400 a 500 pessoas que ficariam na cidade, que se hospedariam, fariam compras, enfim, iriam gastar em nosso município. Sem mensurar o que traria de público indireto. Perdemos um retorno em torno de 150 mil, opção de lazer da comunidade, sem contar com o retorno de mídia, que é imensurável. Estamos perdendo a oportunidade de divulgar a cidade por meio da imprensa. E quem sabe, essas pessoas trariam suas famílias para conhecer Pomerode”, completa Utech.