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Na fila de espera

Realização de exames de média e alta complexidade ainda possui fila de espera. Secretária de Saúde explica convênio e
afirma que tempo para execução já diminuiu

3 de junho de 2015

A realização de exames de média e alta complexidade ainda está com fila de espera. Pacientes aguardam dias, meses e, às vezes, anos para efetuar procedimentos através da Secretaria de Saúde Municipal.

As maiores dificuldades são encontradas devido ao limite de exames estipulados mensalmente. A secretária de Saúde de Pomerode, Waltraud Hinkeldey, frisa que, apesar disso, já houve um grande avanço. “Vejo que houve um grande avanço quanto aos exames. Em 2014, a Secretaria de Saúde tinha uma demanda reprimida de 1700 Ultrassonografias e hoje, um ano depois, essa fila está em 704 exames de USG. Em um ano essa fila foi diminuída em torno de 1.000 exames, o que ajudou bastante foi o convênio feito com o Hospital local para realizar os exames de USG. O que temos agora é uma demanda grande de Endoscopias e Ecocardiogramas, mas também estamos viabilizando diminuir a fila, mas as clínicas credenciadas não ofertam muitos exames no mês. Gostaria de colocar aqui também em relação aos exames de alta complexidade, como por exemplo, as Tomografias, Ressonâncias e Cintilografias, os quais essa secretaria está conseguindo fazer o agendamento dentro de 30 a 45 dias aproximadamente, anos atrás essa fila era de até três anos. O que ainda não temos conseguido com mais brevidade são os cateterismos, pois se trata de um procedimento hospitalar e dependemos do agendamento de Blumenau que está conveniado para esse tipo de exame e sendo uma cota de três por mês. Outra situação que gostaria de relatar é em relação ao agendamento desses exames. Temos uma cota pequena via PPI -SUS -Blumenau e os outros a secretaria compra. Esse agendamento leva algum tempo, pois, antes de agendar um exame, é preciso ligar para o paciente e verificar se ele ainda quer o exame. O que acontece, em alguns casos, é que pacientes acabam por não esperar e pagam particular e não avisam a Secretaria que não necessitam mais do exame”, explica.

Sobre os agendamentos, a secretária explica ainda como são efetuados. “É feita planilha e enviada à clínica credenciada para fazer os agendamentos. Quando a planilha retorna é feita a autorização e a mesma é enviada ao posto do bairro onde o paciente mora. Nesse tempo geralmente são feitas três ligações telefônicas em relação ao exame solicitado e, muitas vezes, o paciente não vai ao exame porque no horário agendado ele tem outro compromisso. Isso dificulta muito nosso trabalho. Se o paciente não avisa com antecedência, pois se ele comunicar em tempo hábil poderíamos colocar outro paciente no lugar.

Geralmente eles devolvem a autorização e pedem para remarcar. E para remarcar demora outro tempo de novo”, comenta.

Atualmente há um Convênio com a AMMVI para a aquisição de exames de média e alta complexidade. No entanto, outras alternativas também são trabalhadas. “A Secretaria de Saúde mantém convênio com a AMMVI – Consórcio Intermunicipal de Saúde para aquisição de exames de média e alta complexidade, pois através desse convênio os valores para a compra dos exames são mais acessíveis. Se a Secretaria fizer licitação ou credenciamento os valores sofrerão alteração. Este consórcio é credenciado pela Associação dos Municípios e reconhecido pelo Tribunal de Contas e pela Secretaria de Estado da Saúde, mas estamos sempre buscando parcerias e ações que possam resultar em melhor qualidade de atendimento e no bem estar da população”, ressalta.

A secretária finaliza otimista dizendo que: “vejo que a Secretaria de Saúde está conseguindo a médio prazo diminuir a fila de espera, pois comparado há anos anteriores está aos poucos ficando menor”.

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