Uma profissão difícil, porém, gratificante
Em maio, comemora-se o Dia Internacional do Bombeiro e o comandante da corporação de Pomerode fala das dificuldades
na profissão
Ser bombeiro não é uma tarefa fácil. Enfrentar situações de risco para salvar vidas. Uma profissão dessas merece todo o reconhecimento. Por isso, no mês de maio, comemora-se o Dia Internacional do Bombeiro. Para comemorar esta data, o Jornal de Pomerode conversou com o comandante do Corpo de Bombeiros Voluntários de Pomerode, Mauro Aparecido Ferreira Silva. Confira a entrevista:
Jornal de Pomerode – Quais os principais desafios da profissão?
Mauro Silva – É não misturar o emocional com a situação da ocorrência.
JP – Que melhorias faltam ao Corpo de Bombeiros Voluntários de Pomerode?
M.S – Comprar um caminhão para combate a incêndios mais rápido e com maior capacidade de volume de água. Um caminhão para resgate técnico, pois o nosso está dando muita manutenção e é lento e também mais uma ambulância. E para fechar com chave de ouro seria a nossa própria sede.
JP – O que significa ser bombeiro para você?
M.S – Ser bombeiro voluntário significa dar a minha coragem e vontade de ajudar a quem precisa de socorro, salvar vidas e a prevenção de acidentes e incêndios é uma paixão imensurável.
JP – Em sua opinião, qual o melhor lado de ser bombeiro?
M.S – É poder ver as coisas ao meu redor de forma diferente atento a segurança a prevenção de acidentes. O reconhecimento e respeito das pessoas que sabem o quanto é valoroso o nosso trabalho e também quando voltamos de uma ocorrência e refletimos sobre o atendimento que fizemos, sabendo que mais uma vida foi salva que amenizamos o sofrimento de alguém e a cada retorno para o meu lar após um plantão é a sensação de dever cumprido de ter contribuído com a comunidade.
JP – Fale sobre alguma situação que o tenha deixado comovido.
M.S – Procuramos controlar nossas emoções, mas o que me comoveu foi um incêndio em uma residência na qual não conseguimos salvar os bens materiais, e no momento do combate até o rescaldo estavam o casal donos da casa o tempo todo, abraçados e chorando, e eu pensei: Meu Deus, eles se resumiram apenas na roupa do corpo e o carro.
JP – O que pensa sobre as crianças que se candidatam a iniciar o treinamento nos bombeiros mirins?
M.S – Eu penso e espero que um dia eles se tornem bombeiros como nós, pois é a vontade da maioria deles quando entram mas são poucos que chegam lá. Para nós também o importante é que serão cidadãos com um diferencial no quesito a prevenção de acidentes, principalmente os domésticos.