Geral

Uma profissão de técnica e inspiração

DJs pomerodenses contam um pouco sobre a profissão, as dificuldades e as principais características para ser um bom
profissional, animando o público com sua música

27 de março de 2015

Momentos são feitos de música. Para cada situação, há uma trilha sonora perfeita. Pomerode tem muitas vertentes musicais e a música eletrônica é uma delas. Muitos pomerodenses curtem o gênero musical que atrai pessoas a seguirem a carreira de DJ. Em março, comemora-se o Dia Internacional do DJ e, por isso, o JP conversou com o DJ Johnny Trainotti, que já trabalha na área há alguns anos, e com os DJs do projeto Doggio, Douglas Eduardo e Giovani Mazzi, que estão no ramo há pouco mais de um ano. 

Tanto Johnny, quanto Douglas e Giovani, contam que a música sempre esteve presente em suas vidas, o que os fez seguir este caminho. “Isso veio do berço já, a música sempre esteve presente em minha vida. Lembro que meu pai era Disc Jockey.

Quando eu tinha cinco anos de idade ficava olhando ele gravar suas sequências de musicas nas fitas cassete em casa.

Lembro também que ele tinha um quarto onde ele guardava aparelhos de discotecagem, ali eu já brincava que era DJ”, explica Johnny. Já os dois DJs do Doggio contam que foi num festival que realmente se encantaram pela profissão. “Nós dois já gostávamos de música, mas quando fomos ao Dream Valley Festival, nos apaixonamos pela música eletrônica de vez, e aí começamos”.

Johnny explica que foi seu irmão que o ensinou a mexer com os equipamentos e foi aprendendo conforme o tempo. “Foi engraçado, comecei a me interessar mais quando tinha 11 anos. Meu irmão era DJ e ficava vendo horas e horas ele tocar, treinando em casa com os toca-discos. Então decidi perguntar para ele como era, ele disse, é simples, cada compasso tem 32 batidas o famoso BPM (Batidas Por Minuto). Não tinha entendido muito na hora, dai ele botou uma track (trilha), do começo ao fim, e falou para eu ir contando as batidas. Foi difícil no começo, mas depois de alguma prática, já consegui colocar tudo em sintonia. Mas foi suado. Primeiro aprendi com os CDJ depois fui para o vinil, que era muito mais complexo, mas muito melhor. No toca discos era muito mais complicado, mas gostei muito desse desafio”.

Já Douglas e Giovani contam que buscaram tutoriais na internet para aprender todo o processo. “Nós nos dedicamos e aprendemos tudo sozinhos. Foi bem complicado no começo justamente por não termos feito nenhum curso nem nada, só metido a cara e procurado se informar. Mas hoje, já conseguimos muitos progressos, tanto que recentemente fizemos uma festa eletrônica na Wox, com todo o apoio da galera”, comentam.

Johnny, Douglas e Giovani comentam o que é preciso para ser um bom DJ. “Ter paixão pelo que você faz, ter bom gosto musical, ter feeling para pista, não importando o estilo, se é deep house, progressive, techno, minimal, etc. Ser humilde, ser atencioso com as pessoas. Estudar muito, hoje em dia não era como antigamente, os aparelhos são mais sofisticados, você tem uma gama enorme de efeitos, várias possibilidades de programas para DJ, programas para live, mais interação com o público. Cursos de DJ, produção musical e sempre estar antenado com o mundo da música são coisas importantes. Saber animar as pessoas e agitar a casa. Interagir com a galera também é essencial. Ter vontade, empenho e dedicação”, explanam.

Entretanto, há uma grande banalização da profissão, o que prejudica muitas pessoas da área. “Acho que cada dia que passa você precisa melhorar como DJ, não há mais tempo para amadorismo, a galera está atenta a tudo, o manager das casas também, acho que você não pode trazer um “FAKE DJ” porque ele traz público, assim você está dando um exemplo de amadorismo. Você precisa sempre trazer bons DJs para agradar seus clientes que gostam de ouvir boa música”, comenta Johhny. Os garotos do Doggio complementam ainda que DJ precisa ter uma identidade musical. “O DJ tem todo trabalho centrado num estilo, ele cria os próprios sets, ele tem a sua própria idenidade musical, que é diferente de outro DJ. Por isso, ficar tocando música de outras pessoas não é ser DJ, é preciso estudo e técnica”, exaltam.

E para quem deseja se tornar DJ, Johnny deixa um conselho valioso. “Estudem, estudem, nunca desistam, a sua hora chega, produzam suas tracks e, principalmente, faça com alegria ,paixão e humildade”. O DJ Johnny toca sempre nas festas da Wox Club.

Você também pode conferir os sets do projeto Doggio no Soundcloud e Fan Page da dupla.

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