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Seringas: o perigo encontra-se no lixo

O descarte inadequado de resíduos de saúde representa uma ameaça real de contaminação do meio ambiente e, também, das pessoas que trabalham diretamente com a coleta de lixo. E quando esse tipo de informação parece ser repetitiva e desnecessária, o Samae Pomerode teve três funcionários que se feriram com as agulhas de seringas que são jogadas, indevidamente, nos lixos reciclável e orgânico.

1 de junho de 2015

O descarte inadequado de resíduos de saúde representa uma ameaça real de contaminação do meio ambiente e, também, das pessoas que trabalham diretamente com a coleta de lixo. E quando esse tipo de informação parece ser repetitiva e desnecessária, o Samae Pomerode teve três funcionários que se feriram com as agulhas de seringas que são jogadas, indevidamente, nos lixos reciclável e orgânico.
Encontrar seringas durante a coleta de lixo já não é novidade. “No entanto, o número de casos registrados nos últimos três meses vem aumentando consideravelmente e preocupando a instituição”, diz o diretor do Samae, João José Marçal Júnior.
Dentre os três funcionários que sofreram o acidente de trabalho, uma mulher no início da gravidez. Os envolvidos no caso recebem acompanhamento mensal da vigilância epidemiológica do município, além de estarem tomando medicamentos retrovirais, a fim de evitar doenças.
Preocupação para uns, desleixo e descomprometimento de outros. Assim podem ser definido esses casos. Não é de hoje que diversas campanhas de reciclagem ocorrem em todo o município e, mesmo assim, o lixo hospitalar é inapropriadamente misturado ao lixo comum.
Essas seringas vieram de residências pomerodense. Agora, vale o alerta para que estas situações não se repitam. Quem utiliza seringa ou medicamentos em casa deve retorná-las ao local de origem. Ou seja, na farmácia em que comprou ou nos postos de saúde em que as retirou.
A Secretaria de Saúde do município já solicita a devolução destas seringas quando o paciente for buscar os novos medicamentos. No entanto, estas pessoas respondem a apenas uma parcela da sociedade que as utiliza.
Além de ferir e ser um risco para as pessoas que trabalham com o lixo. Crianças e animais podem, sem querer, tropeçar nos sacos que lixo que se encontram nas calçadas para coleta e serem vítimas também.
Em situações onde o risco é eminente e não há como controlar, o perigo só aumenta. “A preocupação do Samae com a destinação incorreta, além de contaminar funcionários do centro de triagem e coletores, ainda pode trazer riscos para a comunidade que trafega nos locais onde estes materiais são dispostos”, completa Marçal.
Assim como o lixo reciclável e orgânico são separados, o lixo hospitalar deve seguir a mesma regra de não mistura. Para estes existe um local específico para coleta. Quem o utiliza deve ser o primeiro a conhecer os seus riscos e estar ciente das questões que pode ser cúmplice. Cuidado nunca é demais, educação também não.
Existem mais de 20 doenças transmissíveis via sangue que podem ser transmitidas por ferimentos com agulha ou reutilização de seringas. Destas, as que mais se destacam e merecem um olhar especial são Hepatite B e Hepatite C.

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