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Longa espera

Enquanto Abrigo de Animais não fica pronto, acolhimento é efetuado pela população pomerodense

17 de março de 2015

A situação se repete constantemente. São casos de cães e gatos abandonados pelas ruas da cidade. E quando encontrá-los, o que fazer? Por ora, não há nenhum órgão público responsável pelo recolhimento dos animais. O espaço para Abrigamento Temporário de Animais está sendo finalizado, mas a obra já dura meses.

Segundo o Secretário de Agricultura e Meio Ambiente de Pomerode, Maurício Wisnieswski, há questões burocráticas a ser observadas. “Estamos em busca do credenciamento de uma entidade que seja responsável pelo estabelecimento. Acreditamos que a inauguração aconteça em breve”, completa.

O Abrigo Provisório atenderá cães e gatos que ficarão à disposição para adoção. O recolhimento dos animais, segundo o Secretário, será efetuado conforme necessidade. “Vamos atender os casos de abandono e encaminhar esses animais ao abrigo. O espaço terá capacidade para cerca de 20 animais. Para isso, contamos com o apoio da população”, explica.
O Secretário revela ainda que há outras questões a ser verificadas. “Ainda precisamos analisar o horário de atendimento, plantões nos fins de semana e outras pendências. Quando estivermos com todas as questões resolvidas, vamos divulgar amplamente”, finaliza.

O Abrigo Provisório ocupará o antigo prédio da Escola Municipal Professora Nilza Silva Guenther, localizado à Rua Vale do Selke Grande. A reforma do local iniciou no dia 25 de junho de 2014.

Segundo informações, o local fica próximo a um ponto de captação de água. O Secretário explica que, quanto a isso, não haverá problemas de contaminação. “Quanto ao local não há problemas com a captação. O poço é artesiano, sendo assim, não há como ter contaminação. Quanto as medidas de limpeza, higiene e manutenção, as mesmas são regidas pelo Conselho Regional de Veterinária”, explica.

Atualmente, quando um animal é encontrado na rua, alguma entidade ou a própria comunidade o recolhe para cuidados básicos e o disponibiliza à adoção.

E para resolver a situação, uma Lei está sendo elaborada, mas nenhum detalhe foi divulgado até agora. Então, por ora, explica o Secretário, a Prefeitura não tem como tirar os animais da rua. “Enquanto o abrigo não for inaugurado, não temos o que fazer. Às vezes temos o conhecimento de alguém interessado no animal e indicamos”, completa.

Exemplo recente disso, foi o que aconteceu com Tânia Luize Weh, que, nesta semana, encontrou uma amedrontada e dócil cadela em frente a Abefam. “Estava do lado de fora da instituição quando vi a cachorrinha andando toda amedrontada e se instalando na casinha do lixo da instituição. Não consegui deixa-la lá, até porque temos que dar o exemplo para as crianças que aqui estão, e a trouxe para dentro”, revela.

O fato é: o que fazer agora? “Divulguei nas redes sociais, pois não tenho mais como ter cachorros em casa e na Abefam ela não pode ficar. Mas acho um pecado fazer isso com os animais. Ela é pequena, mas não sei dizer se ainda é filhote ou adulta. As crianças a chamaram de Fifi e procuramos um lar para ela”, afirma.

Tânia comprou alimento e deu água à Fifi, que permanecia deitada em um canto do estabelecimento demonstrando toda a insegurança que sente. “Dá para ver que ela foi mal tratada, porque tem medo de tudo e de todos. Ela está tão magra, deve ter permanecido na rua por muito tempo”, completa.

Enquanto uns acolhem, outros destratam. É importante lembrar que abandonar animais é crime e pode resultar em detenção.

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