Olha “nóis” aqui de novo pedalando…e enfeitando
Um dos atrativos da festa mais alemã do Brasil é o famoso desfile, que acontece durante a realização do evento. Nele, são
encontrados os principais elementos que representam Pomerode. Tem um pouco de tudo. Desde os trabalhadores rurais,
com carroças puxadas por tração animal, aos cervejeiros de primeira linha.
Um dos atrativos da festa mais alemã do Brasil é o famoso desfile, que acontece durante a realização do evento. Nele, são encontrados os principais elementos que representam Pomerode. Tem um pouco de tudo. Desde os trabalhadores rurais, com carroças puxadas por tração animal, aos cervejeiros de primeira linha. Mas um das “alas” mais bonitas do desfile é a dos ciclistas.
Item obrigatório nos desfiles da Festa Pomerana, a bicicleta é um artigo que já faz parte da tradição da cidade. Aqui, o meio de transporte faz sucesso. Ver alguém pedalando pelas ciclovias é coisa natural. Mas engana-se quem pensa que a bicicleta limita-se somente a um meio de transporte.
A montadora de produção, Paula Vanessa Hetterich, de 27 anos que o diga. Anda de bicicleta desde criança. Aprendeu a se equilibrar em duas rodas em uma monareta mirim, mas foi há cinco anos que o esporte passou a ocupar mais espaço em sua vida. “Minha paixão por bicicletas começou mesmo quando meu tio desmanchou um rancho e eu vi uma monareta jogada lá dentro. Pedi se ele me venderia essa bicicleta, mas ele disse que não, que um dia iria reformá-la. Então começou a minha procura por monaretas. Acabei encontrando uma, e reformei, aí comprei outra pronta e mais uma original 1975”, conta.
Como uma mulher cuidadosa e apreciadora de coisas bonitas, Paula resolveu começar a enfeitar as bicicletas. Então ela instalou uma cestinha, comprou flores de plástico e passou a desfilar. Os arranjos levam de uma a duas horas para serem finalizados.
Hoje, pode-se dizer que Paula tornou-se uma colecionadora. Possui seis modelos antigos e dois novos para uso diário. Às vezes vai trabalhar de bicicleta e possui um grupo de pedal feminino . “Às vezes pedalo sozinha ou com uma amiga, tudo depende da disponibilidade de horários, mas não participo de nenhum clube. Estamos pensando em fazer um grupo de bicicletas antigas de Pomerode, na verdade, nos reunimos apenas na Festa Pomerana e o grupo está crescendo a cada ano que passa”, enaltece. O desejo é tornar o grupo mais conhecido e também participar de desfiles em outras cidades.
Por enquanto, Paula testa seus limites e vai em busca de aventura. A distância máxima que já percorreu foi de mais ou menos 50 quilômetros e aconteceu em um domingo, em uma visitinha ao Parque da Malwee. Mas ainda há muito chão pela frente.