Pelo fim das patas queimadas
Conheça alguns dos cuidados que devemos ter com os animais na estação mais quente do ano
Todo o cuidado com o animal de estimação é preciso, afinal de contas, além de estarmos falando de um grande companheiro, que alegra a vida do dono, falamos de uma vida.
A pauta de hoje está relacionada com o tratamento do pet em épocas quentes, tais como Pomerode vem enfrentando antes mesmo da chegada do verão. Tanto os cachorros como os gatos, exigem cuidados extras em dias de sol e calor e a veterinária Roberta Bionda dá dicas para amenizar o desconforto dos animais. A primeira delas é manter a água sempre fresca “Sugiro trocar a água umas três vezes por dia e o pote que deve ser generoso. Também podem colocar pedrinhas de gelo para refrescar. Os amigos de estimação devem ter um local a sombra para ficar, de preferência piso frio. Os pisos de tijolo, que ficam a sombra, podem ser molhados algumas vezes ao dia, pois o tijolo mantem ainda mais fresco o local para eles ficarem deitados. Sugiro que os animais de cabelos compridos sejam tosados. Há pessoas que têm usado ar condicionado.
Porém deve-se tomar cuidado para não comprometer a parte pulmonar do animal devido ao choque térmico. Sugiro deixar em temperatura razoável e não gelado. Ventiladores também são usados, mas não deixe direto na direção do animal.
Normalmente, eles irão procurar locais escuros com menor entrada de luz e assim menor entrada de calor”, sugere a veterinária.
Ventilador pode fazer mal – Pela razão da transpiração dos cães acontecer pelo focinho, raças de cachorros com esta região curta, como boxer, pug e bulldog sentem mais dificuldade para trocar calor e em dias quentes, estes animais podem não conseguir respirar, nem suar ou dormir direito. Isso pode fazer com que o dono tente amenizar a situação do “amiguinho”, com o ventilador, incidindo diretamente no animal. A intenção até pode ser boa, mas pode piorar ainda mais a situação, pois o vento direto no animal pode causar uma doença chamada traqueíte, também é conhecida como “tosse canina”, uma infecção das vias respiratórias.
Queimaduras nunca mais – O passeio com o animal é fundamental, mas é importante considerar leva-lo em horários em que o sol não esteja forte. O ideal é evitar o período que compreende das 10h às 18h. Por causa do forte sol os cachorros, podem queimar as plantas das patas em locais pavimentados com asfalto ou concreto que absorvem mais calor. Os veterinários orientam levar o cachorro para uma área com grama, como um parque, por exemplo. Além de serem melhores para passear, evitam que os animais sofram queimaduras. Outra dica é tirar o sapato e pisar com os pés diretamente no chão. Se estiver possível para você também estará para o cão. “Sugiro que no verão, pessoas passeiem com seus animais nos horários mais frescos, entre 6h e 9h da manhã e após às 19 h. Há casos de animais que queimam os coxins e para isso, dispensa comentários, basta uma pessoa colocar os pés descalços no asfalto no horário mais quente do dia e a resposta será óbvia”, acrescenta Roberta.
Hidratação – Cães e gatos precisam beber mais água no verão. No caso de passeios com cachorros, é bom oferecer a eles uma fonte de água a cada 15 ou 20 minutos. “Além dos potes de água dispostos em grande quantidade, pode se colocar cubos de gelos para refrescar, outra dica é dar água de coco para os animais”, explica.
Cuidados com gatos – Os gatos em geral exigem menos cuidados porque não precisam ser levados para passear. Para fazer o animal beber mais água, uma dica é deixar duas ou três fontes de água corrente em casa, pois o ato obra a quantidade de água que o gato toma, se deixar o líquido em movimento.
Cuidado com as doenças – Com o calor é preciso ficar atento também as doenças propiciadas em maior escala, devido a estação. “No verão disseminam-se as viroses. Os animais defecam e eliminam o vírus nas fezes. Chove, faz sol e os vírus começam a se espalhar via aérea. Já houve casos de animais que morrem em um quarteirão todo, devido a um só cão. Os animais não estavam vacinados corretamente e com a baixa de resistência, devido ao calor, entre outros motivos, contaminaram- se com o vírus e vieram a óbito. Minha sugestão é que ao primeiro sinal de inapetência do animal ( ficou triste, mudou comportamento, parou de comer, etc.) Procure um veterinário. Somente o veterinário tem condições de diagnosticar o que seu animal tem. Não tente dar a mesma medicação do cãozinho ou gatinho do vizinho. Em hipótese alguma medique seu animal com remédios de farmácia. Ano passado perdemos três animais na clínica por ulcera gástrica devido a remédios errados e em doses absolutamente erradas e pior, remédios que nem indicação pra animais tem. Uma casa que teve um animal com virose deve ficar de 6 meses a 1 ano sem ter outro filhote no local. Isso dependera do vírus diagnosticado no exame de sangue feito pelo veterinário. Além das viroses que são pelo menos oito tipos tem o aumento de ectoparasitas: pulgas e carrapatos. Segundo pesquisas, uma pulga pica 80 vezes por dia um cão. Imaginou um animal infestado? Além disso apenas 10 % das pulgas estão no animal 90% estão no ambiente. Ambiente infestado é falta de higiene para o animal e toda a família humana. Pulga transmite um verme intestinal que causa diarreia com sangue ( podendo ser confundido com outras doenças, inclusive virose) e óbito. Falando dos carrapatos, estes levam a óbito na certa, se os animais não forem levados rapidamente ao veterinário. Vários são os sintomas que também são confundidos com outras doenças mas um dos primeiros e clássico é febre de 40 graus. Não adianta ver se o focinho está seco ou molhado quente ou frio. A temperatura se vê pelo grau. Um termômetro deve ser colocado no ânus do animal. Contatou febre? Pelo menos ligue pro veterinário. Não adianta fazer medicação em casa, o tratamento correto inclui exame laboratorial análise do mesmo e medicações por via específica. Medicações subcutânea são as que menos efeitos fazem nestes casos, mas agregam sofrimento ao animal e perda de tempo a quem fica correndo de loja em loja. Vá ao veterinário. Faça exame. Trate corretamente”, finaliza a veterinária.