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Também estou preso

Colunista do Jornal de Pomerode recebe mensagem de golpe por celular e responde ao bandido

11 de dezembro de 2014

Na semana passada, na última sexta-feira do mês de novembro, ocorreu uma situação no mínimo curiosa, durante o expediente do Jornal de Pomerode. Durante a tarde, nosso colunista de política, Mani Goede, recebeu uma daquelas mensagens por celular, afirmando que ele havia sido contemplado com um valor em dinheiro. Rapidamente ele percebeu que se tratava de um golpe e retornou a mensagem pelo aplicativo Whatsapp com a mensagem “Também estou preso”. Para a surpresa geral, o bandido respondeu a mensagem com outra pergunta “Em qual presídio?”. E o colunista seguiu com o diálogo. “Na penitenciária de Blumenau”. Então o bandido, na maior cara de pau respondeu novamente afirmando ser do estado de Santa Catarina, mas disse que estava preso em Fortaleza e ainda desejou que Mani, do qual o bandido acreditou também se tratar de um comparsa, ficasse “na paz do criador”. 

Não é de hoje que se ouve falar de golpes para extorsão de dinheiro e com as facilidades da tecnologia os bandidos também têm se aprimorado. Ultimamente é comum se ter notícia de pessoas que recebem mensagens em seus celulares com descrições de terem sido contempladas com veículos ou dinheiro. Esses bandidos levam as pessoas acreditarem que ganharam um prêmio e induzem-nas a transferirem dinheiro para contas de terceiros, tendo também casos em que chegam ao cúmulo de convencer o suposto “premiado” a fazer empréstimos em caixas eletrônicos, sob o argumento de que é necessário que o “sortudo” deve informar o valor do cheque especial, para não confundir com o suposto valor que será depositado em seguida. 

Não faz muito tempo que o Jornal de Pomerode registrou um caso, em que um casal gravou a ligação do bandido que os instruía a transferir dinheiro. Nesses casos é preciso ficar atento e o advogado Stefan Klug alerta que nessas ocasiões a pessoa deve procurar uma delegacia e prestar queixa. Segundo ele, quanto mais gente fizer isso, maiores são as chances de descobrir quem está por traz do golpe. “Ninguém liga para oferecer dinheiro a outra pessoa. Se você não ganhou na loteria, ou não está esperando um resultado de uma rifa, por exemplo, isso não vai acontecer. É importante que antes de ir ao banco e acatar o que a pessoa que está do outro lado da linha está orientando, procurar uma delegacia ou até mesmo recorrer a um advogado, para não correr o risco de ser vítima desse tipo de truque”, justifica o advogado.

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