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Sangue novo em antigos solos de guitarra

Quando o primeiro riff de guitarra de Fábio, um jovem de apenas 18 anos, foi executado, por ocasião da festa Roleta Russa, não houve a menor dúvida de que se tratava de um músico com anos de experiência.

1 de junho de 2015

Quando o primeiro riff de guitarra de Fábio, um jovem de apenas 18 anos, foi executado, por ocasião da festa Roleta Russa, não houve a menor dúvida de que se tratava de um músico com anos de experiência. A atenção dos presentes foi despertada e ao olhar para o palco com atenção, em meio a um público sedento por rock, dava para ver que por entre as luzes vermelhas, azuis e amarelas, o tablado estava tomado por promissores talentos que faziam valer seus direitos como artistas.

Apesar dos seus 18 anos, Fábio não é o mais novo do grupo. O baterista, Leandro, e o guitarrista de base, Matheus, têm 14 anos de idade. O mais novo da turma é o João, no baixo, com 13 anos. São liderados pelo vocalista Leopoldo Klug, o dentista pomerodense de 37 anos, que concedeu a entrevista ao Jornal de Pomerode.

A banda Phobia surgiu em 2012 e o nome foi sugestão do baterista. Os demais integrantes concordaram, porque o fonema soava bem, combinava com o estilo heavy metal do grupo. Suas influências estão explicitadas nos covers que tocam. Os britânicos do Black Sabbath, Iron Maiden, Deep Purple e Judas Priest e os americanos do Metallica, são algumas das bandas que entram no repertório. Metallica alias, é a banda do coração dos integrantes, que não fazem questão de esconder a paixão pelas músicas cheias de efeitos e distorções, cantadas a plenos pulmões, não apenas pelo vocalista mas por todo o público. A impressão que se tem é que quando estão tocando, como se diz na canção Nothing Else Matters, nada mais importa.

As músicas foram tele transportadas dos anos 80 e 90, mas o curioso é que, fora o vocalista Leopoldo, nenhum dos outros músicos, pela pouca idade, viveram na época em que elas estouraram as rádio do Brasil e do mundo. Estou envolvido com a música desde a adolescência, cantava no coral da escola, mas a música que me agrada é mais pesada. O que tocamos faz mais o meu gênero. Somos bastante democráticos na escolha das músicas. Os garotos gostam também. As pessoas que nos prestigiam ficam impressionadas com o talento e a pouca idade deles, mas isso é algo muito positivo, pois pode influenciar as novas gerações e é um sinal de que o rock não morreu, conta Leopoldo.

Embora a banda não tenha tanto tempo de duração, já participou de festivais, inclusive o que aconteceu no Teatro Municipal de Pomerode em homenagem ao dia do rock, a festa que Roleta Russa que acontece anualmente, além de outras apresentações. O público alvo é pequeno porém fiel e o objetivo é crescer, aumentar o repertório e compor músicas próprias.

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