Em prol do seu semelhante
Uma das profissões mais nobres comemorou o seu dia em 15 de maio. O Assistente Social é o profissional graduado em curso superior de Serviço Social que, devidamente habilitado, pode atuar nas expressões da questão social, políticas sociais públicas, nas privadas e nas organizações não governamentais (ONGs). Há 55 anos, a profissão foi legalmente reconhecida no Brasil.
Uma das profissões mais nobres comemorou o seu dia em 15 de maio. O Assistente Social é o profissional graduado em curso superior de Serviço Social que, devidamente habilitado, pode atuar nas expressões da questão social, políticas sociais públicas, nas privadas e nas organizações não governamentais (ONGs).Há 55 anos, a profissão foi legalmente reconhecida no Brasil. No Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), a Secretaria Nacional de Assistência Social (SNAS) é a responsável pela gestão nacional da Política de Assistência Social, que conta com cerca de 25% da categoria profissional atuando no Sistema Único de Assistência Social (Suas). O seu objetivo é cumprir a tarefa histórica de consolidar o direito socioassistencial em todo o território nacional.
O exercício da profissão no Brasil requer formação em curso superior e inscrição no Conselho Regional de Serviço Social do estado onde o profissional pretende atuar. O Conselho Federal de Serviço Social (CFESS) é responsável pela fiscalização e trabalha em parceria com os Conselhos Regionais.
Em Pomerode, existe uma pessoa que faz da Assistência Social o seu modo de vida. Estamos falando de Renata Klee, que há 16 anos atua no serviço público, promovendo a cidadania através de suas ações. Formada pela Furb, com especialização em Políticas Públicas e possuindo uma trajetória longa dentro do município, Renata diz se sentir realizada dentro da profissão. Quando iniciei, era desenvolvido um serviço bem pontual. Nosso foco principal eram demandas da política de saúde, pois era um serviço vinculado à Secretaria de Saúde. Com muito esforço, fomos criando nosso espaço enquanto política pública, mostrando que havia outras necessidades a serem trabalhadas em Pomerode, conta.
A Assistente Social relata que já vivenciou muitas situações e, mesmo sendo uma cidade pequena, Pomerode sofre com problemas sociais, como alcoolismo, pobreza, violência e drogas. Nosso foco sempre foi a família, uma vez que ela é a base para tudo. A questão financeira também contribui para esse quadro, pois as relações começam a ficar difíceis. Nosso papel é trabalhar estas questões, afim de que se encontre soluções que tragam de volta a dignidade para as pessoas envolvidas, fala Renata.
Durante todos esses anos, alguns momentos ficaram marcados em sua memória. Entre as experiências mais marcantes, com certeza, a criação da Secretaria de Cidadania e Desenvolvimento Social (Secid), no governo do Dr. Paulo Pizzolatti, foi uma das que mais me marcou. Eu me senti realizada naquele momento, pois tive participação na formação dessa secretaria, que evidenciou a importância de se investir na área da Política de Assistência Social. Outro momento marcante foi a enchente de 2011, na qual 80% da área plana da cidade ficou inundada. Numa hora como esta, não existe diferença social, pois muitas pessoas haviam sido atingidas. Comigo também aconteceu, uma vez que o consultório do meu esposo estava alagado. Só que, em respeito aos meus ideais e à minha ética, me senti responsável em ajudar aqueles que precisavam mais do que eu. Esse é o grande diferencial desta profissão, você se doa ao máximo, em prol do bem das outras pessoas, enfatiza Renata.
O dom de servir aos outros vem de berço, tanto que a escolha pela profissão se deu em sua cidade de origem, Pelotas (RS). Tive a influência de uma prima, que também estudava Serviço Social. Além disso, algumas situações envolvendo minha família, me fizeram buscar este caminho, pois eu queria encontrar soluções para mudar certos comportamentos. Isso me motivou a entrar nessa profissão que tanto amo, conta, acrescentando que o apoio do esposo, Dr. Jorge, e das filhas, Laís e Letícia, é fundamental para que continue trabalhando em prol do seu semelhante.
Atualmente, Renata está afastada de suas atribuições por 120 dias, em virtude de alguns problemas de saúde de ordem emocional. Este período também está servindo para que eu possa estar um pouco com minha família. Passei a minha vida cuidando dos problemas dos outros, agora é hora de cuidar um pouco de mim, diz. Com relação ao futuro da profissão, ela garante que há muito espaço para novos valores. O Assistente Social pode atuar em diversos segmentos, como empresas, autarquias, área da saúde, escolas especiais e ONG´s. O olhar deste profissional faz a diferença na vida de muitas pessoas.
Encerrando a entrevista, Renata diz que se se sente gratificada e realizada em poder ajudar tanta gente durante todos esses anos. E faz questão de afirmar que para que alguém tenha sucesso nesta profissão, são necessárias três virtudes: dedicação, sensibilidade e ética, finaliza.