Curso de Libras derruba barreira entre ouvintes e surdos
Na noite de segunda-feira, 13/09, encerrou com confraternização e entrega dos certificados o Projeto “Falar com as Mãos”, curso básico de Libras oferecido pela Associação Pomerodense de Deficientes Físicos. Depois da prova final, todos foram para o auditório do Colégio Sinodal Doutor Blumenau para fazer o desfecho do curso que…
Na noite de segunda-feira, 13/09, encerrou com confraternização e entrega dos certificados o Projeto “Falar com as Mãos”, curso básico de Libras oferecido pela Associação Pomerodense de Deficientes Físicos.
Depois da prova final, todos foram para o auditório do Colégio Sinodal Doutor Blumenau para fazer o desfecho do curso que os apresentou a um universo silencioso, mas de uma infinidade de possibilidades de comunicação.
No início foram 31 alunos que começaram a aprender a Linguagem Brasileira dos Sinais (Libras), porém 26 concluíram e já têm conhecimento para iniciar a comunicação com os deficientes auditivos e orais.
Agora, cada participante do curso precisa dar continuidade à prática tudo que foi ensinado pela professora, Adriana Prado Santana dos Santos e do instrutor Ino O. Pucc. “Como qualquer outra língua é preciso praticar para não esquecer o que foi passado nas aulas”, frisa a professora.
Prática essa que pode ser adquirida tendo contato com surdos, ou mesmo planejando a continuação dos estudos, como prevê Adriana. “Se houver interesse e conseguirmos formar turma, ofereceremos o curso intermediário e depois o avançado. Com esse conteúdo e fazendo uso da Libras na comunicação com surdos, proporciona uma fluência na linguagem”, garante a professora, ressaltando que cada aluno tem seu tempo de aprendizagem, por isso não dá para precisar quanto tempo leva para a pessoa dominar plenamente a linguagem gestual.
Ao todo, os 26 formandos receberam 40 horas de ensino, que aconteceram durante 16 encontros, ao longo dos quatro meses de curso.
Adriana ainda ressalta que esta turma foi especial para os alunos ouvintes que participaram. Isso porque não é comum um curso de Libras ter tantos surdos participando. “Essa primeira turma deu muita sorte porque além do instrutor, que é obrigatório, havia mais quatro surdos no grupo. Essa convivência com os surdos na turma faz uma diferença enorme no aprendizado. Tomara que nas próximas turmas haja outros deficientes auditivos”, desejou a professora.
Mudança de perfil
O curso contou com a participação de quatro surdos como escrevemos antes, porém o perfil do aluno é na maioria dos casos, de familiares ou professores que lidam direto com pessoas surdas. Porém, há uma tendência de mudança neste perfil. Pelo menos é que disse a diretoria da Apodef em relação à procura por novas turmas do curso. Segundo eles, líderes de igrejas da cidade estão interessados em aprender Libras, pois em suas congregações há deficientes auditivos e como a professora enfatiza: “os surdos estão em todos os lugares”.